Brincantes e espectadores participaram, na manhã deste domingo, 15, do Arrastão do Pavulagem, cujo cortejo teve início na Escadinha da Estação das Docas e terminou na Praça da República. Tradicional evento do folclore paraense, o Arrastão acontece há 27 anos, sempre com novos adeptos. O colorido das roupas e chapéus e o som do ritmo do boi-bumbá encantam quem está aproveitando o domingo no centro de Belém e fica difícil resistir. O número de pessoas cresce até a Praça da República e lá a festa continua, misturando os tradicionais visitantes da feira de artesanato e os brincantes do Pavulagem.
O cortejo começou por volta das 10 horas com a chegada dos bois Pavulagem e Malhadinho, em um barco que sai da Praça Princesa Izabel, no bairro do Condor. Enquanto aguardam a chegada dos bois, os brincantes participam da Roda Cantada. Segundo um dos coordenadores do grupo, o músico Júnior Soares, cerca de 700 brincantes participam da roda e, somado ao público que se junta ao Arrastão, são mais de duas mil pessoas que participam do evento até a Praça da República. “Isso aqui já é uma festa tradicional do povo paraense. Ninguém resiste ao ritmo e à festa que os bois fazem por onde passam”, afirmou.
Foi pensando em manter viva a tradição do folclore e da música paraense que Soraia Marques decidiu participar há três anos do Arrastão, juntamente com o marido e as duas filhas. “Eu assisti a apresentação deles uma vez e me encantei. Quis que as minhas filhas entrassem em contato desde cedo com a tradição da cultura paraense e, hoje em dia, elas adoram e ficam ansiosas esperando pelas apresentações do Pavulagem”, contou.
Segundo Sônia, que faz parte do grupo de percussão do Arrastão, as filhas conhecem bem o que é samba de cacete, carimbo, quadrilha, o xote paraense e o Boi. “Esses ritmos são ensinados para os participantes do Arrastão”, frisou. A família participa de todos os momentos do Arrastão, que incluem o Cordão do Peixe-boi, no início do ano; o desfile dos bois, em junho, e da festa do Círio de Nazaré.
Maria de Fátima Castro, moradora do bairro do Telégrafo, também é fã do Arrastão. “Já faz tanto tempo que acompanho que nem me lembro mais. Mas com certeza são mais de dez anos”, disse ela, que estava acompanhada da filha e da pequena neta, de apenas dois anos.
(Agência Pará)
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