Manifestantes ligados a movimentos sociais em defesa da moradia realizaram passeata na manhã de segunda-feira (16) para pedir ajuda a líder comunitária Maria Francisca Amorim, que foi presa na semana passada.Ela é acusada de ocupar terrenos e depois vender os lotes para os interessados.
De acordo com os manifestantes, Maria é vítima de perseguição política. “Organizamos isso para sensibilizar o Ministério Público. Temos que tirar essa taxa de bandido em cima de quem luta por direitos. O povo se une para fazer o que o Governo não faz. E a Maria está lutando pelas terras, ela é nossa líder. Todos que estão aqui são de algum assentamento que ela ajudou a formar”, relata Graciete Souza, membro do movimento de Psicultores de Outeiro.
Eles garantem que as acusações contra a família de Maria Francisca não procedem. Ela foi presa com três filhas, que são acusadas de participarem do esquema. “Isso aqui é um resgate da imagem da minha mãe, que só fez lutar por terras. Mas uma história de luta ninguém vai apagar”, conta Graça Amorim.
Os manifestantes caminharam pelas ruas do distrito de Icoaraci, gritando palavras de ordem em frente a sede do Poder Judiciário. Eles acreditam em perseguição política. “Eles dizem que a Maria vende os lotes, quero que visitem a casa dela. Ela não tem um carro, a casa é humilde. O problema começou no assentamento Neuto Miranda, lá na ilha de Caratateua. Hoje já moram lá duas mil famílias e até luz elétrica já chegou, mas a terra que é da União o Grupo Maiorana diz que é dele. Até hoje não conseguiram provar”, relata Graciete.
(Diário do Pará)
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