Pessoas que aguardavam atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do conjunto Cidade Nova 2, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, reclamavam da demora no atendimento médico e emergencial.
Sentado na fila de espera há mais de uma hora, o detetizador Romero da Silva, 51, buscava atendimento para o filho desde a semana passada naquele local e foi informado que o aparelho de Raio-X estava quebrado. “Desde a primeira vez que cheguei aqui me disseram que o Raio-X não estava prestando”, disse.
Outro paciente, que não quis se identificar, disse que havia sofrido um acidente de motocicleta de manhã. Mas depois de uma hora ainda estava na fila para a triagem. “Isso está errado, muito mal organizado. Estou sentindo dor de cabeça pois, durante a queda acabei batendo a cabeça no chão e agora, ainda tenho que esperar. Falta material humano para trabalhar”, desabafou.
Assim que a equipe de reportagem entrou na UPA, foi recebida por funcionários, na tentativa de demonstrar conforto e qualidade no atendimento. Mas um funcionário que preferiu o anonimato citou algumas dificuldades nas condições de trabalho. “Eles mostraram um bebedouro novo, mas do que isso adianta, se não tem água? Falta funcionário na portaria; os médicos faltam muito e alguns são grosseiros com os pacientes. Parte do prédio, mesmo novo, já possui rachaduras; centrais de ar condicionado na ala pediátrica não funcionam”, enumerou.
O funcionário afirmou ainda que o funcionamento da UPA é bem diferente. “Tudo o que foi mostrado durante a chegada da equipe de reportagem é para tentar maquiar o que realmente acontece. Na verdade, eles começaram a verificar a situação das Upas porque tem uma previsão de visita de uma comissão do Ministério da Saúde nas UPAs ainda para esta semana para fiscalizar os trabalhos desenvolvidos por elas”, denunciou.
Segundo o assessor de comunicação da Secretaria de Saúde de Ananindeua, Rodrigo Monteiro, foi montada uma comissão para fiscalizar as UPAs, para detectar os erros e a partir disso, solucioná-los. Monteiro afirmou ainda que 700 atendimentos são feitos por dia naquela UPA, o que ocasiona a superlotação e dificulta a qualidade dos atendimentos.
(Diário do Pará)
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