“É a primeira vez que eu venho aqui e dá pra ver que o local tá abandonado”. É desta maneira que a técnica em eletromecânica Sibele Nascimento, 37 anos, se refere ao trapiche da orla do distrito de Icoaraci. Do local saem embarcações para a ilha de Cotijuba e há constante fluxo de passageiros, ambulantes e turistas.
Sem lixeiras adequadas para colocar o lixo, vendedores pedem reforma e reclamam da sujeira e do descaso com o espaço. Sibele diz que se surpreendeu negativamente com o local.
“Isso era pra ser um complexo estruturado, organizado, bem feito. É uma porta de entrada e saída importante e merecia mais atenção do poder público”, opina. Para Sibele, o espaço não faz jus à sua utilidade e merecia ser revitalizado. “Passam muitos turistas por aqui. Imagina descer do barco e dar de cara com um espaço sujo e desorganizado desse. Precisa de uma infraestrutura melhor com certeza”, acredita.
LIMPEZA
A vendedora Maria de Nalva, 47 anos, afirma que são os próprios comerciantes que, mobilizados, se juntam para limpar o trapiche. “A gente que varre aqui porque senão fica sujo mesmo. Tu podes ver como não tem uma lixeira para o pessoal jogar o lixo. A gente precisa juntar o lixo aqui e levar lá pra pista porque senão fica tudo acumulado e ninguém dá jeito”, conta Maria.
Para a vendedora, é necessária uma reforma na área para melhorar o aspecto do trapiche. “Poderia ficar mais bonito, né?”.Em nota, a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) afirma que a varrição no trapiche é feita diariamente, assim como a coleta do lixo. “Processo de licitação está sendo realizado para aquisição de novas caixas coletoras de lixo e lixeira”.
(Diário do Pará)
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