As pessoas que tiverem que passar pelo centro da tradicional Praça Brasil, no bairro do Umarizal, região nobre de Belém, estão sendo obrigadas a se deparar com um banheiro público construído pela prefeitura de Belém, próximo ao monumento do índio de bronze sobre alto pedestal. O banheiro, apesar de ser bem-vindo pelos frequentadores do local, vem ganhando várias críticas pelo seu posicionamento, que irá descaracterizar o espaço, e pelo valor elevado.
As obras iniciaram no último dia 16, com o prazo de 45 dias para a entrega. Segundo os operários, a conclusão será prorrogada. O vendedor de coco verde, Josiel Rodrigues, diz que a praça vai perder sua essência com a construção. “Esse banheiro aqui no meio vai ficar um pouco estranho. Eles poderiam fazer em um local mais afastado do centro. Com a obra, o visual do local vai mudar completamente”. Alessandra Barbosa levou seu filho para brincar na praça, e também desaprovou a construção. “A obra neste local está ridícula, ela vai tirar a identidade visual da praça. Seria bom um banheiro, mas não neste local”.
A técnica de enfermagem Adriane Meneses estava no local, e também questionou o empreendimento. “Eu moro em Ananindeua e achei muito estranho o que estão fazendo aqui, imagina as pessoas que já estão acostumadas com a praça. Por um lado é bom, mas por outro não. Eu estou querendo ir ao banheiro agora, e não tem onde ir, então vai ser bom por isso. Mas também a prefeitura tem que preservar, se não vai virar abrigo de usuários de droga e mendigos”, argumentou.
Os usuários também questionam o valor que está afixado na placa de obra. R$ 139. 430,64 para ser construído um banheiro e para a colocação de brinquedos. João Lopes tem um escritório de advocacia em frente à praça. Ele desaprova o valor da construção da obra. “Isso é um absurdo. Como vão gastar mais de R$139 mil para fazer um banheiro. Hoje, aqui em Belém, em lugares mais afastados do centro, encontram-se apartamentos de dois quantos por R$110 mil, e a prefeitura vem cobrar por um banheiro essa valor. Isso tem que ser investigado, pois devemos saber para onde vai todo esse dinheiro”, questionou.
A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), mas não teve resposta.
(Diário do Pará)
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