Na manhã desta terça-feira, 24, a Justiça determinou a reintegração de posse de uma área situada na periferia da cidade de Salinópolis, nordeste do Estado.
De acordo com a líder comunitária, Debora Torres da Silva, 28, a ocupação, batizada de ‘Bom Jesus’, havia sido ocupada desde 2005, por cerca de 100 famílias. A área ocupada pertence à Companhia de Saneamento do Pará, (Cosanpa), que há mais de um ano brigava na justiça pela reintegração do terreno. Um oficial de justiça, um advogado e cerca de trinta homens do batalhão de choque da Polícia Militar, acompanharam de perto toda a ação que resultou na desocupação do terreno. Um trator e diversas caçambas foram utilizados na demolição dos barracos e no transporte de objetos pessoais dos moradores.
As famílias que estavam assentadas no terreno prometem resistir à ação e retornar para a área. Eles alegam a falta de apoio por parte da prefeitura do município e principalmente, por parte do legislativo municipal, que segundo depoimentos de moradores, na ocasião em que o terreno foi ocupado, havia um vereador que além de incentivar a invasão ainda prometeu regularizar a área, porém, durante a reintegração não compareceu no local.
Mãe de três filhos e presidente da Associação de Moradores da Ocupação Bom Jesus, Debora Torres da Silva, 28 anos, tentava a todo custo, ao meio da confusão, salvar seus pertences, antes que seu barraco fosse totalmente jogado ao chão. Muito nervosa, ela confirmou os relatos dos moradores e foi contundente em afirmar o desinteresse das autoridades municipais diante do fato.
Ela informou que após a confirmação da liminar de reintegração de posse da área, expedida em 28 de novembro de 2013, pelo Juiz Eduardo Freire, que na época era titular da comarca de Salinópolis, os políticos desapareceram do local. “Eu não tenho dinheiro para pagar aluguel e nem outro lugar pra morar ou até mesmo pra colocar meus bens. Apoio este que até agora nenhuma família recebeu”.
Durante a ação muitas donas de casa passaram mal e tiveram de ser medicada de maneira improvisada por um médico militar. A jovem Maria Isabel, proprietária de um pequeno barraco ainda mal acabado, pedia aos gritos que não derrubassem sua moradia, pois não tinha para onde ir. “Meu Deus me ajude, o que será de meus filhos agora”, gritava aos prantos.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar