A seleção brasileira, que ganhou Camarões na última segunda-feira (23) e enfrenta o Chile no próximo sábado (28), empolgou os torcedores que se reuniram no Mercado do Ver-o-Peso para acompanhar a partida.
Ontem pela manhã, o assunto na maior feira livre da América Latina ainda era o jogo contra o time da África. Os vendedores que investiram em produtos com a temática do Brasil comemoram as boas vendas. Entre os vendedores de camarão, sobraram piadas e referências à goleada do time de Felipão.
A vendedora Tereza Raiol, 40, mantém uma barraca que há quatro décadas funciona no Ver-o-Peso. Nas laterais e no mostruário, o amarelo das camisas da seleção toma conta do espaço e chama a atenção dos clientes. Tereza comenta que os modelos mais vendidos são os do mascote “Fuleco” e do Neymar. “Não tem jeito, o Neymar é o cara mesmo. Fora a dele, tem saído muita camisa do Remo e do Paysandu também. Tão disputando pra ver qual sai mais, parece clássico”, comenta. Tereza diz que os fornecedores aumentaram os preços, mas que, ainda assim, o lucro é certo. “A gente consegue tirar um dinheirinho, sim. Espero que a seleção ganhe a Copa, para a gente vender muito mais!”, anseia.
O vendedor de camarões Valber Carrera, 49, levou na esportiva as brincadeiras e resolveu participar das piadas. “Hoje o camarão tá com 50% de desconto, que é para não sobrar nada”, declarava. Valber garante que o camarão do Ver-o-Peso tem mais qualidade que o time camaronense que levou quatro gols do Brasil. “Esse aqui é o camarão da América, não é o camarão da África. Pode comprar que é garantido”, brincava.
Para Valber, o time brasileiro está com confiança para ir para a próxima fase do campeonato. “Depois dessa goleada, pode vir o time que for que a gente tá preparado”, fala.
Luís Carlos, 22, vendia camarões de todos os tipos e de todos os preços em sua banca no mercado. “Esses são ‘do bom’”, garante. Luís acredita que a vitória contra o time africano foi essencial para dar força à seleção, mas prefere ser cauteloso na hora de opinar sobre os próximos jogos. “O Brasil vai enfrentar times fortes e nas oitavas de final tudo fica mais difícil. A seleção precisa jogar ainda melhor para ser campeã”, completa.
(Diário do Pará)
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