A alimentação básica dos paraenses continua entre as mais caras do país. Quem afirma isto é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). Em maio, para se ter uma ideia, a cesta básica dos paraenses custou em média R$ 315,08, valor que compromete quase metade do salário mínimo de R$ 724,00.
De acordo com o Dieese/PA, várias são as causas para os sucessivos aumentos na alimentação. Os fatores vão desde a falta de uma ampla política para todo o Setor Agrícola do Estado até o número de dos produtos básicos importados (cerca de 60%).
Neste panorama, um dos produtos básicos que tem contribuído ao longo do tempo para a alta de preço da alimentação básica dos paraenses é o feijão. Em quase 20 anos de Plano Real, o produto apresenta um reajuste acumulado de impressionantes 470%. Em julho de 1994, o preço médio de um kg de feijão em Belém e região metropolitana era de R$ 1,10, preço inimaginável atualmente, quando está sendo comercializado em média a R$ 6,27.
Em 2014, o reajuste acumulado no preço do feijão já chega a 26,16%, bem maior que a inflação de 3,52%. O paraense deve preparar o bolso: a expectativa é que ao longo do ano o valor do feijão continue crescendo.
(DOL com informações do Dieese/PA)
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