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Tarifa de balsas é suspensa por 10 dias

A suspensão por dez dias do reajuste de 18% no valor das passagens por veículos nas balsas e ferry boats que fazem o percurso entre os portos de Icoaraci e Camará, em Salvaterra, no Marajó, foi a solução encontrada para restabelecer os serviços que estava

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A suspensão por dez dias do reajuste de 18% no valor das passagens por veículos nas balsas e ferry boats que fazem o percurso entre os portos de Icoaraci e Camará, em Salvaterra, no Marajó, foi a solução encontrada para restabelecer os serviços que estavam suspensos há cinco dias por manifestantes. A decisão só veio depois de uma tensa reunião na manhã de ontem entre a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos de Pará (Arcon), membros da empresa responsável pelas balsas e representantes dos moradores que realizavam o protesto.

O prazo estabelecido por acordo entre as partes ensejou uma nova reunião, na próxima terça-feira (2), quando será discutida uma definição para o caso. Os manifestantes que impediam a circulação das balsas em Camará concordaram em liberar o desembarque no porto, uma das principais portas de entrada para o Marajó. Segundo o Movimento Acorda Marajó, 97% do abastecimento dos municípios da região de Soure é feito pelo porto. “Foi uma vitória do Movimento Acorda Marajó (MAM). O reajuste da tarifa era abusivo e revoltou todo mundo”, disse Dário Pedrosa, um dos líderes do movimento.

O porto do Camará é o principal acesso da capital paraense para os municípios de Soure, Salvaterra, Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari. O aumento da tarifa, responsável por toda a confusão, foi autorizado no mês de maio pelo Conselho Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Conerc).

Além da redução das tarifas e preços, a população do Marajó faz uma série de reivindicações, como a quebra do monopólio das balsas, redução das alíquotas de ICMS para os veículos que transportam itens da cesta básica, combustíveis e materiais de construção. Ela também quer ajustes nos horários das saídas das balsas de Icoaraci, para que possam chegar ao Camará ao mesmo tempo que os navios, evitando assim transtornos aos passageiros no transporte por vans e ônibus para seus municípios de origem. Exige ainda a prioridade para veículos de cargas que são oriundos do Marajó, modernização e qualidade nos transportes de balsas e navios, além da abertura das contas da empresa Henvil, responsável pelo serviço, assim como investigação de seu contrato pelo Ministério Público Federal.

Na segunda-feira, a Arcon reuniu com os operadores das empresas Bannach, Henvil e Araparari, que fazem linha para o Marajó, e discutiu a melhoria do porto de Camará. O MAM acusa o Governo do Estado de não pressionar as empresas a melhorar a qualidade de seus serviços.

Ontem, representantes da Arcon ponderaram que o aumento das tarifas é feito a cada três anos, de acordo com a legislação para “corrigir distorções tarifárias acumuladas pelas empresas durante o período”. O Conerc concluiu que o valor de 18% era justo, mas os representantes da população contestaram, afirmando que os preços eram abusivos.

(Diário do Pará)

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