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Família diz que bebê morreu por negligência médica

Um bebê morreu após um parto realizado no Hospital Municipal de Santarém (HMS) na segunda-feira (23). A denúncia foi feita pela família que acusa o médico Waldir Paiva Mesquita de negligência médica, pois ele seria o culpado pela morte da criança. O corp

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Um bebê morreu após um parto realizado no Hospital Municipal de Santarém (HMS) na segunda-feira (23). A denúncia foi feita pela família que acusa o médico Waldir Paiva Mesquita de negligência médica, pois ele seria o culpado pela morte da criança.

O corpo do bebê foi velado na terça-feira (24), e a pedido da família foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade, para que fizessem a perícia, que deve esclarecer o real motivo de sua morte.

As imagens do corpo da menina são intrigantes, e apontam para suspeita de falta de cuidado durante o parto. Por quase toda extensão do corpo havia um corte, semelhante ao de bisturi, o que revolta a família que garante, que o corte pode ter sido feito durante a cirurgia cesariana.

A mãe da criança é Marcilene Dias da Cruz, que deu entrada no HMS no sábado (21) com dores de parto. Segundo a avó paterna, Raimunda Batista, os acompanhamentos médicos de Marcilene, como pré-natal foram feitos normalmente. Ela afirma que a causa da morte do bebê foi negligência.

“Quando eu cheguei ela já estava no necrotério, aí eu fui lá e vi as marcas na costinha dela, eu fiquei muito revoltada com aquilo, então eu contei pro doutor que operou ela, e disse que todos os médicos tem uma falha, mas falha desse jeito como tá na costinha dela? Então foi erro médico, erro de enfermagem”, questiona lamentando Raimunda, avó da criança.

Raimunda denuncia ainda que os responsáveis esqueceram a mãe na sala de espera e que por isso, teria passado do tempo do parto.

A avó conta ainda sobre a conversa com o médico, que teria assumido o erro e relatado um caso semelhante, julgando-o como normal na medicina. “Ele disse pra mim que já aconteceu um fato com ele em uma cirurgia, que cortou o bumbum de uma criança, mas ele vai continuar fazendo esses erros?”, questiona a avó.

O médico alegou que a morte da criança foi causada por enforcamento com o cordão umbilical, e que a criança nasceu morta, versão contestada pela família, mas que consta no atestado de óbito da criança.

O pai também está revoltado com a situação. “Eles disseram que a criança nasceu morta, mas a gente não aceita isso porque se ela nasceu morta, porque apareceram golpes na criança? Então a gente procura justiça e que haja uma justificativa”, diz Giullison Batista de Almeida, pai do bebê.

Esclarecimento

Em nota o HMS informou que a causa da morte da criança, atestada em prontuário foi causada por asfixia de circular de cordão umbilical no pescoço, e todos os esforços foram tomados pela equipe médica, mas a criança não resistiu e morreu.

Em relação ao corte no lado esquerdo, que vai da região torácica à coxa, o HMS afirma que ele ocorreu durante a retirada do bebê, já sem os sinais vitais por instrumental médico.

A unidade de saúde afirma ainda que Marcilene Dias foi prontamente atendida, realizando exames e foi acompanhada 24h pela equipe obstétrica.

(DOL, com informações de Raphael Ribeiro/Diário do Pará)

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