Os representantes do movimento Acorda Marajó estiveram reunidos nesta terça-feira (2), com a Agência de Regulação e Controle de Serviço Público (ARCON-PA), para discutir sobre o valor das passagens de balsa e navio entre o Marajó e Belém.
Durante o encontro foi firmado que será cumprida a decisão da juíza de Salvaterra, Aldinéia Maria Martins Barros, divulgada na quarta-feira (25 de junho), que revogava o aumento de 18% das passagens, concedido pelo governo do Estado. Representantes do Ministério Público do Estado também participam da negociação.
De acordo com o movimento Acorda Marajó “não há o que se discutir, apenas a empresa Henvil tem que cumprir a decisão da justiça”. A empresa está entrando com recurso para recorrer da decisão. Caso seja descumprido, o Ministério Público do Estado irá entrar com uma nova ação.
Durante a reunião, o movimento cobrou também, melhor qualidade no atendimento para o público e facilidade na venda das passagens, que hoje só podem ser feitas em dinheiro, já que a empresa responsável pelas vendas não aceita cartão de crédito. Além de que, não existe a possibilidade de compra online.
O caso
No dia 23 de junho, moradores interditaram o Porto de Camará em Salvaterra. Eles reclamavam do aumento na taxa das passagens entre Belém e Marajó pelo porto. O local ficou fechado por quatro dias e causou problemas para quem queria entrar e sair da cidade, inclusive provocando desabastecimento de alimentos e outros produtos.
(DOL, com informações de Dário Pedrosa/Marajó)
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