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Moradores fazem mutirão para cuidar de canal

A população que vive às margens dos canais da travessa Nina Ribeiro e da avenida Gentil Bittencourt, em São Brás, padece com as muretas de proteção quebradas, o lixo acumulado e os buracos formados com a erosão do solo. Cansados de reclamar com o poder pú

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A população que vive às margens dos canais da travessa Nina Ribeiro e da avenida Gentil Bittencourt, em São Brás, padece com as muretas de proteção quebradas, o lixo acumulado e os buracos formados com a erosão do solo. Cansados de reclamar com o poder público municipal, os moradores se reúnem para fazer uma manutenção e manter o local em ordem, para evitar acidentes.

De acordo com os moradores, o canal da travessa Nina Ribeiro, entre as ruas Silva Rosado e Américo Santa Rosa encontra-se totalmente deteriorado desde o ano passado. “Já entramos em contato com a prefeitura e ninguém fez nada. A calçada está cedendo, e um lado da rua já foi interditado pelos próprios moradores. A população está se mobilizando para comprar materiais para tentar conter os buracos”, explicou Elen Cristine, moradora da travessa Nina Ribeiro.

MATO

Além da cratera envolta do canal, o mato e o lixo também estão tomando conta da via. “Temos medo que as crianças brinquem próximas ao canal. Hora ou outra alguém cai, além de que quando chove ninguém passa muito perto, até porque nunca fizeram uma mureta de proteção. Esse canal não tem nem ponte de acesso ao pedestre, e por isso, os moradores se reuniram, compraram tábuas e fizeram uma passarela improvisada. Antes disso, as pessoas tinham que rodear até Américo Santa Rosa para ir ao outro lado”, pontuou a dona de casa Rita Alves.

Atravessando a rua Américo Santa Rosa, rumo a avenida Gentil Bittencourt, a situação do canal é ainda bem pior. As muretas de proteção estão todas quebradas, e de um lado da pista uma cratera se formou, dificultando o acesso de quem trafega pelo local. “Isso é um absurdo. Temos que passar aqui no meio da rua, desviando dos carros. As crianças correm risco na vala”, disse a professora Maria Trindade.
Os moradores temem que se a via não for reformada rapidamente as casas próximas sofram danos irreversíveis. “O buraco já está praticamente tomando mais da metade da rua. Além disso, os carros que não passarem com cuidado e em baixa velocidade, podem cair e acontecer um acidente, e se isso acontecer vai ser uma desgraça anunciada, pois o problema já tem algum tempo e várias reclamações são feitas, mas o poder público municipal não olha. Outro perigo são as casas irem para o fundo aqui, com a expansão do buraco, as casas que ficam próximas podem desmoronar também”, observa.

A Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), afirma que realizará obras de reordenamento ao longo dos canais que fazem parte da bacia do Tucunduba, com serviços de recuperação de mureta de proteção e asfaltamento de vias e trocas pontuais do sistema de drenagem.

No entanto, diz a nota, para a realização das obras de reordenamento ao longo dos canais e vias, se faz necessário o avanço das obras do Governo Estado, uma vez que, por motivos técnicos, é imprescindível garantir a perfeita drenagem do canal principal antes das obras de drenagem e asfaltamento de vias. A Sesan diz ainda que está executando obras de recuperação da ponte do canal da Cipriano Santos, no trecho que atravessa o Tucunduba.

(Diário do Pará)

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