Outra denúncia é que o secretário de Planejamento da gestão de Maguila, Sidnei Brito, cuja esposa possui uma padaria na cidade, vendeu pão superfaturado para a prefeitura. “Ourilândia gastava R$ 83 mil por ano com compra de pão e com a padaria do secretário como fornecedora esse valor passou para R$ 323 mil, ou seja, quatro vezes mais”, revela a vereadora.
Zulene denuncia ainda que Lucy Alves Alencar, secretária de Educação afastada apagou os arquivos da secretaria e que mostrariam suposto desvio de verba do Fundeb. “Vamos mandar ainda hoje (ontem) o computador para perícia na Polícia Federal em Belém, já que essa verba é repassada pelo governo federal”. Outro problema em Ourilândia é o não pagamento a fornecedores – muitos esperam receber há um ano – e a servidores dispensados, estes há quatro meses sem receber o que têm direito.
OCORRÊNCIA
A vereadora, que vem sendo ameaçada de morte desde 2013, já fez pelo menos 10 Boletins de Ocorrência em Ourilândia e Belém. “Já fui nas delegacias e relatei a situação ao Secretário de Segurança Pública, mas não tive qualquer resposta sobre as ameaças que sofro. Mas o que importa é que o povo de Ourilândia está feliz com esse afastamento”, afirma.
No período de 90 dias em que irá durar a investigação, Maguila está impedido de entrar na prefeitura, sob pena do pagamento de R$10 mil de multa em caso de descumprimento da ordem, podendo ser encaminhado até a delegacia de polícia para responder também pelos crimes de desobediência e prevaricação.
O acusado chegou a emitir nota à população da cidade afirmando que “barganhou as caçambas de areia para ajudar a organizar um evento, que posteriormente teria entrada livre para a população do município”. O fato não foi comprovado pela Justiça. O DIÁRIO tentou um contato com Maurílio por todo o dia de ontem , mas não obteve sucesso.
(Diário do Pará)
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