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Pacientes ficam sem atendimento nos PSM’s

Pronto-Socorro lotado e pessoas sem atendimento. Essa foi a cena vivenciada, no último sábado, pelos pacientes que precisaram de atendimento nos dois principais prontos-socorros de Belém. No PSM do Guamá médico, só tinha pediatra e para casos de sutura.

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Pronto-Socorro lotado e pessoas sem atendimento. Essa foi a cena vivenciada, no último sábado, pelos pacientes que precisaram de atendimento nos dois principais prontos-socorros de Belém. No PSM do Guamá médico, só tinha pediatra e para casos de sutura.

Os pacientes que chegavam a procura de auxílio médico eram despachados da porta da urgência. Foi o caso da senhora Cleide Alves, que passava por uma crise de asma. Ela conta que procurou o hospital para fazer aerossol, já que o material que tinha em casa estava incompleto. Apesar de se tratar de um procedimento simples, a paciente sequer chegou a entrar no centro médico. Da porta mesmo os enfermeiros informaram que deveria procurar uma unidade de saúde para ser atendida. O motivo, segundo ela, era a falta de médico.

“Eu só queria fazer um aerossol, mas agora vou ter que ir a outro lugar porque aqui não tem médico para me atender”, disse revoltada.
Com o Pronto-Socorro do Guamá sem médicos clínicos, os casos foram todos encaminhados ao PSM da 14 de Março, onde o cenário era ainda pior. O setor de pré-atendimento estava lotado de pessoas a espera de atendimento. Mais de 100 pessoas se apertavam enquanto aguardavam a chamada. Segundo os pacientes, apenas um médico clínico geral prestava o socorro de urgência e emergência.

Uma paciente, que preferiu não se identificar, relata que levou mais de duas horas para conseguiu tomar um soro. Ela sentia fortes dores de estômago provocadas provavelmente por uma crise de gastrite. Outros cinco pacientes também tomavam soro na recepção. No setor, apenas duas técnicas prestavam atendimento de injetáveis e outras duas tinham que dar conta da demanda no pré-atendimento para todos os casos que chegavam ao hospital.

A dona de casa, Maria Augusta, estava com a filha de 15 anos há 13 dias sem conseguir atendimento. Moradoras do município de Igarapé-Miri, elas estão em Belém para tratar os sintomas de dor e febre intensa da adolescente. A paciente já percorreu diversos hospitais e no sábado finalmente conseguiu ser atendida no PSM da 14 de Março e, ainda assim, teve que esperar por quase quatro horas para que a filha tomasse a medicação. “Aqui é o quinto hospital que eu vou e ainda não querem internar a minha filha. Só deram soro e dipirona”, disse Maria Augusta.

O DIÁRIO procurou a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), responsável pelos hospitais, mas não obteve sucesso.

(Diário do Pará)

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