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Concursados protestam na avenida Nazaré

Professores aprovados no concurso público C-167, promovido para a educação especial pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizaram protesto, ontem pela manhã, em frente ao Centro Integrado de Governo (CIG), na Avenida Nazaré.  A via foi parcia

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Professores aprovados no concurso público C-167, promovido para a educação especial pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizaram protesto, ontem pela manhã, em frente ao Centro Integrado de Governo (CIG), na Avenida Nazaré.

A via foi parcialmente interditada por alguns minutos. São 271 concursados, apenas em Belém, aguardando nomeação para começar a lecionar. Segundo os professores, ao invés de nomearem os aprovados no concurso, o governo está remanejando irregularmente mais de 1.000 professores da educação básica para trabalhar na educação especial. No final da manhã de ontem, os professores se descolaram do CIG e foram para uma reunião na sede da Seduc, na avenida Augusto Montenegro.

Para o presidente em exercício da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa), o advogado Virgílio Viga, o governo está sendo intransigente e irresponsável ao alocar professores da educação regular em salas de aulas destinadas a professores aprovados no concurso para educação especial.

CONCURSOS

“Foi o primeiro concurso público destinado ao preenchimento de vagas na educação especial da história do Estado. Ou seja, havia uma demanda clara por novos servidores. Os professores já deveriam ter sido nomeados”, coloca. Segundo o presidente em exercício, mandados de segurança foram impetrados exigindo a nomeação dos concursados.

Mônica Wanzeler, que aguarda nomeação no concurso C-167, afirma estar indignada com o remanejamento de professores para a educação especial em contrapartida à espera dos concursados pela nomeação.

“Pra dar aula na educação especial o professor precisa ter, pelo menos, uma especialização porque são cargos que exigem formação específica”, esclarece. De acordo com Mônica, os concursados formalizaram denúncia no Ministério Público do Trabalho com uma relação de mais de 1.000 professores, apenas em Belém, que estariam lecionando em situação irregular por terem sido desviados de suas funções. Procurada, a Seduc não se manifestou até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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