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Jatene triplicou fortuna nos três anos de governo

O governador Simão Jatene (PSDB), que concorre à reeleição, revela em sua declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a eleição de 2014, uma evolução patrimonial e financeira quase três vezes superior, em apenas três anos,

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O governador Simão Jatene (PSDB), que concorre à reeleição, revela em sua declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a eleição de 2014, uma evolução patrimonial e financeira quase três vezes superior, em apenas três anos, à que tinha quando foi candidato ao governo, em 2010. Se naquele ano Jatene apresentou bens avaliados em R$ 1,17 milhão, agora o patrimônio saltou para R$ 3,2 milhões, um crescimento de 274/%.

Os R$ 3,2 milhões de Jatene, da coligação “Juntos com o Povo”, estão discriminados em apartamentos, casas, aplicações em renda fixa, dinheiro em contas bancárias, títulos de clube, carros, joias, barco e jet ski. O que chama a atenção não é apenas a condição de candidato mais rico na disputa eleitoral para governador, mas o fato de Simão Jatene alardear em seus discursos e entrevistas que, antes de exercer cargos executivos no Estado, foi músico e cantor que atuava em bares de Belém para sobreviver.

Jatene também tem dito em suas andanças pelo interior e capital que é contra políticos que “enriquecem no poder”, mas não explica qual o segredo para triplicar o próprio patrimônio em apenas três anos exercendo o cargo de governador com cerca de R$ 17 mil de salário líquido, descontados imposto de renda e contribuição previdenciária.

Mesmo que não gastasse um centavo do salário que ganha para comer, beber, calçar, vestir, viajar ou gastar parte com lazer, como por exemplo pescar, seu esporte favorito, o governador estaria bem longe de economizar tanto para triplicar o patrimônio.

CERPASA

A carreira política do hoje governador é muito bem-sucedida. Ele já foi o todo poderoso secretário de planejamento do governo tucano, à época em que atuava como braço direito do já falecido governador Almir Gabriel. Entre 1997 e 1998, Jatene comandou a privatização das antigas Centrais Elétricas do Pará (Celpa). Até hoje, contudo, não foi esclarecido o destino dos
R$ 400 milhões envolvidos na venda da empresa. Depois disso, ele ainda foi o chefe da arrecadação financeira para as campanhas eleitorais do PSDB paraense em 1998 e 2002.

Como se sabe, devido ao ocorrido com a arrecadação da campanha eleitoral de 2002, o atual governador responde a um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de corrupção pelo Ministério Público Federal, e que tramita há 12 anos, sem data para julgamento. Nesse processo, Jatene e outros secretários de Estado são acusados de receber R$ 16,5 milhões da Cerpasa, a cervejaria regional que estava atolada em vultuosas dívidas fiscais.

O perdão das dívidas, pelo Estado, foi a solução encontrada para aliviar as finanças da empresa. Dos R$ 16,5 milhões, R$ 4 milhões teriam abastecido o caixa dois da campanha eleitoral de Jatene, que acabou por se eleger governador, segundo o MPF. Os outros R$ 12,5 milhões teriam sido pagos pela Cerpasa a título de propina.

VICE HELENILSON É O CANDIDATO MAIS RICO

Dos outros cinco candidatos que concorrem ao governo, Helder Barbalho (PMDB), o segundo em maior volume de bens, tem um patrimônio de cerca de R$ 2 milhões em terrenos sem edificações, casa, aplicações financeiras, além de cotas em empresas. O candidato Marco Carrera (Psol) tem R$ 224 mil – valores de uma casa e de um carro -, enquanto Zé Carlos (PV) declarou ser dono de um carro Doblô, no valor de R$ 50 mil. Os candidatos Elton Braga (PRTB) e Marco Antonio (PCB) informaram ao TSE não possuir bens a declarar.

MILIONÁRIO

O mais rico entre todos os candidatos na eleição majoritária nem chega a ser o governador, mas o afilhado político dele ao Senado, que não é tucano, mas do PSD: Helenilson Pontes, o vice de Jatene, que declarou ao TSE ter um patrimônio de R$ 8,7 milhões. O patrimônio de Helenilson, assim como o de Jatene, aumentou bastante nos últimos três anos, de acordo com informações repassadas pelo próprio ao TSE. O crescimento foi de mais de R$ 2 milhões, saindo de R$ 6.361.386,98 milhões em 2010 para R$ 8,7 milhões este ano.

Pela ordem, o segundo de maior patrimônio como candidato ao Senado é o atual senador Mário Couto, com R$ 3,1 milhões, seguido do ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa, que declarou possuir R$ 2,7 milhões em bens. A candidata Marcela Tolentino Matos informou ter bens avaliados em R$ 91 mil, enquanto o radialista Jefferson Lima disse não ter bens a declarar.

(Diário do Pará)

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