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Morte de mototaxista após ter alta revolta família

A morte súbita do mototaxista Gideilson Barros de Lima, 33, no início da tarde do último sábado (12), gerou confusão e dúvida em amigos e familiares. Eles denunciaram ao DIÁRIO que Barros deu entrada no Hospital Municipal de Urgência e Emergência de Marit

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A morte súbita do mototaxista Gideilson Barros de Lima, 33, no início da tarde do último sábado (12), gerou confusão e dúvida em amigos e familiares. Eles denunciaram ao DIÁRIO que Barros deu entrada no Hospital Municipal de Urgência e Emergência de Marituba com sintomas de uma virose, mas após ser medicado teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Segundo Fábio Cavalcante, amigo de Gideilson, o rapaz chegou andando naquele hospital, foi atendido duas vezes e depois de uma hora e meia recebeu a notícia de que o amigo não estava mais vivo.

“Ele sentia febre, vômito e diarreia. Deram para ele Buscopan e outro que não sei o nome e foi liberado. Quando estávamos a caminho de casa, voltamos para pegar uma receita com o médico para ele continuar tomando remédio em casa. Quando chegou aqui, deram Plasil para ele e, depois de uns 20 minutos, começou a passar mal e desmaiou. As enfermeiras correram com ele lá para dentro, tentaram reanimar, mas fui comunicado que ele tinha morrido”, relatou.

A irmã do mototaxista, Mariane Barros, também acompanhou toda a trajetória do parente por socorro. Para ela, o que aconteceu com o rapaz foi erro médico. “Ele recebeu três injeções e o doutor não passou receita. Tivemos que voltar para cá e não sei por que deram outro remédio a ele. Do nada ele sentiu falta de ar, logo desmaiou. Foi com esse remédio que ele começou a passar mal”, denuncia.
Familiares e amigos reclamaram ainda que a equipe que atendeu o mototaxista não forneceu o prontuário médico. “Disseram que foi Plasil, mas ninguém sabe se é verdade”, comentou Mariane.

De acordo com o laudo médico entregue à família do mototaxista, a vítima “deu entrada às 12h08 com quadro de epigastralgia e diarreia há dois dias, sem outras queixas”. O médico Bernard Favacho constatou que Gideilson sofreu uma parada cardiorrespiratória. Feita tentativa de ressuscitação, o falecimento ocorreu às 13h35.

Hospital e prefeitura não se pronunciam sobre caso

Vários parentes de Gideilson e amigos de profissão estavam indignados pela morte. A Polícia Militar foi acionada pela segurança do hospital para evitar qualquer possível confronto. Segundo o tenente Rodrigues, do 21º BPM, ele conversou com o médico que atendeu o homem. “Ele disse que há dois dias o rapaz procurou atendimento, foi medicado, mas não esperou o tempo devido de observação.

O médico me disse que o rapaz teve um surto no meio da rua, aparentemente uma parada cardiorrespiratória, porém não poderá liberar atestado de óbito porque não foi ele que o acompanhou. Somente o exame de necropsia feita pelo Instituto Médico Legal irá apontar a verdadeira causa da morte”, informou o tenente.

O caso foi registrado na Seccional Urbana de Marituba. A direção do hospital foi procurada pela reportagem, mas funcionários da portaria informaram que não estavam autorizados a permitir a entrada da imprensa. O coordenador de plantão e o médico não quiseram falar. A reportagem também tentou contatar com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Marituba, mas até o fechamento desta edição não enviaram qualquer esclarecimento sobre o assunto.

(Diário do Pará)

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