Tempo bom, maré alta e tranquilidade. Quem optou por passar o fim de semana em uma das praias da ilha do Mosqueiro encontrou o cenário ideal para descansar e relaxar com a família. No último sábado, o movimento calmo na orla da ilha agradou quem escolheu o distrito como destino das férias. Quem não gostou foram os proprietários de restaurantes e bares, que reclamaram das poucas vendas. A previsão é que o número de visitantes aumente a partir da metade do mês.
O comerciante Francisco Silva, 61 anos, dedica todo o tempo livre das férias de julho para aproveitar os encantos de Mosqueiro. “Eu adoro isso aqui. Mosqueiro é tudo de bom e a tranquilidade que a gente encontra aqui não tem em outro lugar”, diz. Para Francisco, o único problema da ilha é a falta de investimentos do poder público na infraestrutura do local. “Parece que só lembram que Mosqueiro existe em julho e fazem uma coisa ou outra para mostrar para os outros que estão trabalhando”, critica.
A comerciante Cristina Azevedo, 67 anos, também procura Mosqueiro para fugir da rotina de Belém. Para ela, a bucólica é melhor aproveitada com pouca gente. “Venho todo ano pra cá e amo de coração. Para mim, o ideal é quando não tem muita agitação e a gente fica mais tranquilo para passear com a família”, opina. Ao ser questionada a respeito do que mais gosta na ilha, a comerciante responde sem hesitar: “Eu gosto de tudo!”.
Claudio Lima, 63 anos, resolveu alugar e gerir uma barraca no Chapéu Virado durante o mês de julho. Para ele, o movimento está abaixo do esperado, o que tem contribuído para prejudicar as vendas. “Tá muito ruim ainda. O pessoal não tá vindo muito pra praia e por enquanto tá tranquilo até demais. Talvez só melhore depois da segunda quinzena do mês, que é quando mais gente viaja”, comenta. Segundo Claudio, o movimento era maior quando havia trios elétricos nas praias. “As pessoas se animavam mais para sair. Agora não tem nada disso. Cada um coloca um som e fica uma confusão”, reclama.
A gerente Fabiane Abreu, 20 anos, administra uma barraca na praia do Farol e também afirma que a expectativa em relação a clientes era maior. “O movimento foi menor do que a gente esperava nesse início de mês. Mas a gente tem fé que daqui pra o dia 15 as coisas vão melhorar”, acredita. Para Fabiane, o que vale é o investimento para se diferenciar da concorrência. “A gente colocou som aqui porque é obrigatório para o cliente. Se não tiver uma música boa, ninguém para aqui, não”, completa.
(Diário do Pará)
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