Cerca de 100 pessoas que sofrem com a doença renal crônica enfrentam dificuldades para conseguir transporte social. De acordo com os pacientes, apenas dois veículos são disponibilizados pela prefeitura de Belém.
Quem precisa de tratamento para a doença tem que se deslocar utilizando o transporte público até a clínica de hemodiálise na capital.
A dona de casa Sara Ferreira Alves, acompanha seu marido três vezes por semana até a clínica. O casal, que mora na ilha de Outeiro, diz sofrer preconceito e até maus tratos nos coletivos de Belém. Sem o transporte social, só resta o público para garantir o atendimento do paciente que já faz o tratamento há oito meses.
Dona Sara afirma que ela e seu filho já procuraram a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) diversas vezes, mas até hoje não recebeu nenhum posicionamento.
A Associação dos Renais Crônicos já tentou entrar na justiça e obrigar a prefeitura de Belém a garantir o transporte para todos. Com a dificuldade, muitos pacientes estão deixando de fazer as sessões de hemodiálise, o que pode agravar a doença e até levar à morte.
Procurada pelo DOL, a Sesma afirmou que se posicionará posteriormente sobre o caso.
(DOL com informações de Cássia Medeiros/RBA TV)
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