Começou nesta terça-feira (15) e se estende até o próximo dia 15 de setembro, o primeiro período do Vazio Sanitário da Soja no estado do Pará. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) alerta aos produtores acerca da importância do cumprimento da medida que previne a ocorrência da “ferrugem asiática”, praga que ataca plantas e causa perdas econômicas significativas nas lavouras.
A engenheira agrícola Alice Thomaz, coordenadora do Programa Estadual Fitossanitário da Soja, explicou que o fungo precisa de planta viva para sobreviver e sem o cultivo o fungo não encontra hospedeiro, por isso a necessidade da campanha, que visa prevenir a ocorrência e proliferação do fungo.
Neste primeiro momento, a campanha se estende à mais recente fronteira agrícola do Estado, localizada no sul do Pará, mais especificamente nas microrregiões de Conceição do Araguaia, Redenção, Marabá, São Félix do Xingu, Parauapebas, Itaituba, com exceção de Rurópolis e Trairão, e nos distritos de Castelo de Sonhos e Cachoeira da Serra, que integram a microrregião de Altamira.
Cerca de 50 propriedades, todas cadastradas na Adepará, devem cumprir o que determina a Portaria nº 4121, de 29 de outubro de 2013.Com a determinação, as propriedades deverão ficar dois meses sem receber o cultivo da soja. Fiscais agropecuários estão em campo para acompanhar o cumprimento do Vazio Sanitário. A Adepará alerta que o não cumprimento da medida, por se tratar de uma praga prejudicial à economia nacional, fica o produtor sujeito a penalizações que incluem notificações e multas.
(Agência Pará)
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