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Motoristas prometem realizar manifestação

Motoristas que desde sempre atuam na ilha de Mosqueiro fazendo transporte em vans, mas que agora foram impedidos de trabalhar pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), prometem realizar uma grande manifestação no final de semana cas

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Motoristas que desde sempre atuam na ilha de Mosqueiro fazendo transporte em vans, mas que agora foram impedidos de trabalhar pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), prometem realizar uma grande manifestação no final de semana caso a prefeitura não resolva a situação ainda hoje.

Os trabalhadores denunciam ainda a invasão de vans de Belém transportando passageiros na ilha que não são incomodados pela Semob, mesmo trafegando irregulares. “Queria que essa fiscalização nas vans de Mosqueiro ocorresse de janeiro a dezembro e não apenas na alta estação em julho. Porque só agora? A comunidade está toda do nosso lado”, afirma Milton Bentes, o “Miltinho”, presidente da Cooperativa “Filhos de Mosqueiro”.

Segundo ele, os motoristas de vans foram avisados pela Semob no dia 30 de junho passado que não poderiam circular na ilha sem uma cooperativa de transporte totalmente regularizada. Todos correram para regularizar a situação e o CNPJ da cooperativa foi apresentado no último dia 15 na superintendência. “Não satisfeita, agora a Semob nos exige as procurações dos donos dos veículos para nos autorizar a trafegar. Todas as dificuldades nos são impostas. Estamos chegando no dia 20 de julho e ainda não conseguimos trabalhar”, reclama Miltinho.

O presidente da cooperativa de Mosqueiro, que tem cerca de 25 veículos, revela que, para poder trafegar na ilha este mês, os trabalhadores têm que pagar R$ 3 mil para a Fetransporte, que domina a circulação de vans em Mosqueiro com mais de 30 veículos. Segundo ele, muitos veículos estão trafegando com placas irregulares. “A Semob também exige que o valor da passagem cobrada nas vans seja de R$ 2,40, mas sempre cobramos R$ 2,00 e não aceitamos aumentar. O povo daqui é carente e não pode pagar. Por isso estão nos barrando também”, afirma.

Os veículos da cooperativa “Filhos de Mosqueiro” estão todos parados e, caso saiam para a rua, são apreendidos pela Semob. “Todo mês de julho isso ocorre: deixam os mosqueirenses de fora de todos os serviços, trazendo empresas de Belém para faturar aqui”, diz.

A cooperativa estava esperando o retorno do prefeito Zenaldo Coutinho, que estava de férias, pela Europa, para tentar solucionar o problema. “A revolta aqui em Mosqueiro é grande e esperamos que o prefeito seja sensível a essa questão. Caso contrário vamos realizar uma grande manifestação nesse final de semana com o apoio da população”, avisa.

SEMOB

A Semob informou em nota que desde o início do ano realizou três reuniões públicas com a comunidade de Mosqueiro para receber contribuições da população sobre a regularização do transporte suplementar e toda a comunidade foi informada de que o serviço iria iniciar a operação em julho. “Após esse período, houve um prazo para inscrição das cooperativas interessadas, e entre elas não constava a Cooperativa Filhos de Mosqueiro. A referida cooperativa só deu entrada na documentação na Semob no último dia 14 de julho, bem fora do prazo e já com o sistema implantado e funcionando em Mosqueiro desde o dia 1º”.

A Semob informa ainda que, dentre a documentação apresentada, constava que o CNPJ da cooperativa havia sido emitido no dia 13 de julho, portanto na véspera da inscrição, uma comprovação de que ela não atuava como cooperativa organizada em Mosqueiro. “Os veículos por ela apresentados não estavam de acordo com os requisitos necessários para a operação, tendo inclusive alguns com licenciamento vencido, e por todos esses motivos não foi possível inserir a Cooperativa Filhos de Mosqueiro no sistema”, explica a superintendência.

Sobre a tarifa, a Semob informa que “o transporte suplementar cumpre uma ordem de serviço da prefeitura para a realização do transporte público, portanto a tarifa praticada deve ser a que está regularizada para o transporte urbano no município, que é de R$ 2,40. Os veículos, sejam vans ou micro-ônibus, devem aceitar meia passagem estudantil e reservar 10% de seus assentos para a gratuidade”.

(Diário do Pará)

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