Nesse momento, está em curso em várias regiões do Brasil, cortadas pelos rios Tocantins e Araguaia, um estudo de viabilidade das hidrovias nesses dois rios. Vários debates estão sendo travados com representantes do poder público, setor produtivo, sindicatos e demais entidades que representam os diversos matizes das comunidades.
E nesta quinta-feira (17), a reunião participativa foi realizada em Marabá, no auditório do Senai, com representantes das empresas R. Peotta, Hidrotopo e Enefer, que ganharam concessão para realizar esses estudos; além de reunir o pessoal também da Companhia de Docas do Maranhão (Codomar) e da Administração das Hidrovias do Tocantins e Araguaia (Ahitar).
Como o próprio nome já diz, trata-se de uma reunião participativa, onde a comunidade pôde trocar experiências e dar sugestões sobre como deve ser aproveitado esse corredor natural dos rios Araguaia e Tocantins, como explicou Fábio Esperança, coordenador do estudo. “A gente precisa entender o que é importante, se é transportar carga, ou transportar produção do distrito industrial, ou fomentar a agricultura ou tornar esse lugar lindo como polo de turismo. A gente precisa da participação da sociedade; já houve outros estudos no passado em que não tivemos essa integração”, diz.
Fábio Esperança entende que o Brasil ainda é muito atrasado em relação a outros países que têm tanto ou mais potencial de produção quanto o nosso, porque historicamente o país escolheu investir em rodovias e ferrovias, o que acabou tirando a competitividade da produção nacional, quando poderia ter investido no transporte hidroviário, cujo valor do frete é significativamente mais baixo: “Hoje, 30% do custo de transporte é frete. Se baratear esse frete, vai fomentar muito a economia”.
Ainda de acordo com Fábio Esperança, independente de entraves como o cancelamento do edital para a derrocagem do Pedral do Lourenço, os estudos de viabilidade precisam ser feitos porque eles são alicerces para definir o potencial das hidrovias brasileiras.
(Diário do Pará)
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