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Terreno digital tem regras para jogo eleitoral

Mário Camarão França, professor do curso de Comunicação e Artes Visuais da Unama, diz não gostar de manuais, nem de códigos de etiqueta, mas afirma que apesar do espaço digital ser uma área da consensualidade, “não é casa da mãe Joana”. Há regras import

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Mário Camarão França, professor do curso de Comunicação e Artes Visuais da Unama, diz não gostar de manuais, nem de códigos de etiqueta, mas afirma que apesar do espaço digital ser uma área da consensualidade, “não é casa da mãe Joana”. Há regras importantes a seguir e evitar. “O bom senso é o mais importante delas. Ter consciência do terreno que está pisando e saber que o que funciona para uma campanha nas mídias tradicionais, nem sempre funciona on line é também uma delas. Há necessidade de compreender a cultura das redes, a linguagem e os comportamentos”.

Bater boca com eleitor, gerar spam em volume desenfreado, despejar conteúdo sem planejamento, não saber lidar com as críticas, incitar o ódio nas redes, incentivar a ‘trolagem’ (uma espécie de provocação virtual), ignorar os fãs, não criar relacionamento de proximidade, diferenciar quando é o candidato que está falando na sua própria rede ou a assessoria que trabalha na campanha: esses são alguns dos erros que devem ser evitados.

ESPAÇO ABERTO

Por outro lado, há toda uma infinidade de possibilidades de conteúdos que podem ser trabalhados de maneira humanizada e em formatos diferenciados, que atrai de maneira espontânea o internauta, como vídeos, games e aplicativos funcionais. “A cada campanha novos formatos e plataformas são criadas mas o Facebook ainda é o grande palco. Lembrando que todo trabalho depende de um monitoramento eficaz e direto sobre o que repercute de forma negativa e positiva nas redes”. Segundo Camarão, é possível ter dados diários e precisos sobre a campanha a partir do monitoramento. “O movimento na rede, nas ruas e dos outros candidatos permitem traçar estratégias rápidas de resolução de crises que podem comprometer toda uma campanha”.

Para tentar colocar regras nesse ambiente digital, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), baixou a Resolução nº 23.404/2014 que prevê multas que chegam a R$ 30 mil em casos de desrespeito as normativas de controle de conduta dos candidatos (confira algumas das regras no box ao lado).

A campanha eleitoral para 2014 na internet :

MÍDIAS SOCIAIS
O que pode?
• Publicar conteúdo (texto, áudio, vídeo ou imagem) no perfil ou página do candidato e apoiadores;
• Monitorar o que os eleitores estão dizendo sobre o candidato e seus concorrentes;
• Responder os usuários e nutrir um relacionamento.
O que não pode?
• Anúncios pagos como: FacebookAds, LinkedInAds, YoutubeAds, TwitterAds e banners em blogs de terceiros.

E-MAILS E MARKETING
O que pode?
• Disparar e-mails para pessoas captadas pelo candidato e sua equipe.
O que não pode?
• Comprar banco de dados;
• Utilizar bancos de dados cedidos por terceiros.
Recomendação: a legislação vigente diz que os e-mails enviados “deverão dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatário”.

WEB SITE
O que pode?
• Fazer propaganda eleitoral no site do candidato, partido ou coligação (além de ter seu endereço informado à Justiça Eleitoral, o site deve ser hospedado no Brasil).
O que não pode?
• Divulgar em sites de pessoas jurídicas e órgãos oficiais;
• Promover o site em mídia paga, como o Adwords.

(Diário do Pará)

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