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Buracos se “eternizam’ nas ruas de Ananindeua

quarta-feira, 23/07/2014, 06:43 - Atualizado em 23/07/2014, 06:44 - Autor:


Quem trafega pelas ruas da segunda cidade mais populosa do Pará, Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, percebe que o município está tomado por buracos, bueiros sem tampas, mato e amontoados de lixo. Em muitos casos, os moradores tomam suas providências para que os problemas sejam amenizados e suas vidas facilitadas.


O DIÁRIO DO PARÁ recebeu várias denúncias de moradores a respeito de buracos que estão se eternizando no município. A reportagem então trafegou por várias ruas e reconheceu a realidade precária em que vive a população. Segundo Oliveira Pereira da Silva Pires, que trabalha em um depósito na passagem São Pedro, no bairro do Atalaia, na via ao lado do Hospital Metropolitano, há pelo menos dois meses uma cratera se formou ao longo da pista e até o momento, o poder público municipal não tomou nenhuma providência para solucionar o problema. 


“Essa cratera está aí há mais de dois meses e até agora ninguém veio nem olhar. Uma vez um carro caiu no local e o pneu estourou. Cada dia que passa ele se abre mais. Os moradores colocaram entulhos e troncos de árvores para ninguém mais cair”, explica Oliveira.
O medo é que a cratera tome conta da pista, devido o tempo em que ela permanece na via. “Esse buraco vai ficar igual ao que ficou na Almirante Barroso. Esse problema é da tubulação, que é antiga. Tá cedendo tudo”, disse Carlos Maia de Sá, que também trabalha no depósito. A iluminação pública precária é outra dificuldade enfrentada. “As lâmpadas dos postes só vivem apagando e, para não ficar muito escuro, colocamos dois holofotes na frente do depósito”, contou Carlos. 


Eliana Marques mora há três anos no local e lamenta o estado em que a rua está. “O buraco no meio da rua não é o maior problema para os pedestres e sim a escuridão. Os assaltantes é que gostam. Eu, o meu esposo e minha filha já fomos assaltados aqui mais de uma vez. Passando um pouco do Hospital, o movimento já fica pouco durante a noite, e a escuridão deixa as pessoas mais vulneráveis ao perigo. Eu tenho que descer do ônibus na BR, por isso sou obrigada a passar por aqui”.

RESPOSTA


Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informou que até sexta-feira (25) tomará as devidas providências para que o problema do buraco localizado na Rua São Pedro, no bairro do Atalaia, seja solucionado. A Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) informa também que os serviços de tapa buraco, drenagem, pavimentação, regularização da iluminação pública, dentre outros serviços, já estão sendo realizados no Conjunto Cidade Nova.


“O serviço que foi feito é vergonhoso”


Na passagem São Paulo, que fica do outro lado do Hospital Metropolitano, paralela a passagem São Pedro, os acumulados de lixo fazem parte da realidade da via. Durante sua extensão é comum encontrar muito lixo e entulhos na frente das casas e no meio da via. Na Rua SN 23, no conjunto Cidade Nova 5, próximo a feira, a situação é outra. Recentemente, a prefeitura mandou tapar os buracos da pista, mas não foi suficiente para resolver o problema. Segundo os moradores, feirantes e condutores, a manutenção só fez amenizar o caos.


“Essa via aqui era bem pior. Mesmo assim o serviço que foi feito é vergonhoso. Eles só jogaram uma capa de asfalto que deixou a pista irregular, sem contar queos buracos estão se abrindo novamente. Ou a prefeitura faz o trabalho correto ou não faz. Isso é zombar da cara do cidadão que paga seus impostos”, desabafou o aposentado Ricardo Moraes de Paula. Ao longo da pista já se percebe alguns buracos pequenos se abrindo. Os bueiros que ficam entre as calçadas e a pista estão praticamente todos sem tampas, proporcionando riscos aos pedestres.


Na travessa WE-59, a realidade dos buracos também é comum. Os bueiros estão sem tampas e parte da rua sem asfalto, além de muito lixo. “Uma rua eles tampam os buracos, a outra que fica ao lado não. Eu queria entender esse trabalho. Em dias de chuva aqui fica totalmente cheio de lama e prejudica as pessoas que tem que passar por aqui, principalmente os que trabalham aqui na feira”, disse o feirante Carlos Silva.


(Diário do Pará)

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