Já é antiga a sujeira às margens do Canal São Joaquim e suas proximidades, no bairro da Sacramenta. O ponto crítico é na esquina da feira da passagem São Benedito. Mas a situação que já era difícil, agora está ficando insuportável. Mau cheiro, excesso de lixo e mau funcionamento do serviço de coleta seletiva no local refletem o descaso a que bairros inteiros estão submetidos em Belém.
Enquanto a equipe de reportagem do DIÁRIO percorria os arredores do canal, uma caçamba da prefeitura passou pelo local, mas não retirou o lixo que estava em diversos pontos da área. Morador do local há mais de dez anos, Antônio Carlos Silva, de 30 anos, disse que o lixo é um problema constante na vida das pessoas e que além do despejo irregular, a coleta seletiva não funciona. “Esse lixo está aqui desde a segunda-feira. O carro do lixo passa, mas nem sempre tira o lixo do local”, contou.
O motorista Ney Lima, de 21 anos, disse que a limpeza só é feita em tempo de eleição. “Na última eleição foi prometido que isso seria resolvido. Fizeram serviços de limpeza e passaram máquinas pesadas pelo local. Mas, depois que passou esse período, tudo voltou ao que era antes, sujo, imundo e muito lixo”.
PEDREIRA
A situação de sujeira e de imundice também deixa muitos moradores insatisfeitos no bairro da Pedreira. Na esquina da Travessa Mariz e Barros com a Rua Nova, muito lixo e até entulho fazem parte da rotina de moradores e comerciantes que se sentem prejudicados com a falta de serviços públicos regulares no local.
O amontoado de lixo que já existe há tempos na área fica em frente a um restaurante e um salão de beleza na Travessa Mariz e Barros. A proprietária Maria José Apolo, de 62 anos, contou que os moradores e comerciantes da área se reuniram para tentar combater o despejo irregular de entulhos e provocar uma medida do poder público para o funcionamento regular das coletas seletivas de lixo, mas foram ameaçados pelas pessoas que fazem os despejos.
“Esse local virou um ponto fixo de despejo. Infelizmente, nós não conseguimos fazer nada para amenizar essa situação. Quando reclamamos contra eles, somos hostilizados e preferimos deixar como está. Por outro lado, o carro do lixo já está há dois meses sem fazer o serviço regular da coleta de lixo e nós acabamos assim: sem termos a quem recorrer”, disse Maria José.
A empresária afirmou ainda que a proprietária do restaurante que fica ao lado do salão de beleza prefere não fica mais até tarde no estabelecimento e, por isso, fica prejudicada financeiramente. “Ela prefere fechar durante à tarde porque os clientes reclamam muito do mau cheiro”, comentou.
COLETA
Em nota, a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) informa que a retirada de lixo e entulho é realizada diariamente no Canal São Joaquim. Já na travessa Mariz e Barros, a coleta de lixo domiciliar é feita três vezes por semana. A retirada de entulho é feita de forma alternada, pelo menos duas vezes por semana. A população precisa colaborar não jogando lixo fora do horário da coleta, como vem ocorrendo, e mantendo o espaço limpo.
DISQUE-DENÚNCIA
A Sesan dispõe do serviço do disque-denúncia 156 para que a população comunique os casos de despejo irregular de lixo. A multa para quem comete este tipo de ação é no valor de R$ 610.
(Diário do Pará)
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