Uma mulher teria sido vítima de cárcere privado e de um suposto esquema de tráfico de pessoas que ocorreria em Santarém, oeste paraense. Renata Sousa Lopes, 30 anos, teria sumido às 8h da manhã da última terça-feira (22), quando saía de casa.
Renata apareceu na manhã de quarta-feira (23), Área Verde, com as mãos amarradas, afirmando que foi abordada na rua por um grupo de dois homens e uma mulher que a obrigaram a entrar em um carro todo preto, e de lá ela foi levada para um local onde somente recebia água para beber, haveria mais duas mulheres no local na mesma situação. “Eles disseram para ficar calada, não chamar a polícia, ficar de boca fechada” (sic), relatou.
Ainda segundo Renata, os envolvidos falavam em vendê-las, e entravam no cárcere sempre encapuzados. Sobre o tráfico de pessoas, ela afirmou “só uma que saiu, eles levaram, um pessoal de carro foram buscar, eu ainda tentei fugir, mas não deu” (sic). A vítima relatou também o local onde supostamente estaria o cárcere, que seria nas proximidades do bairro Urumarí.
Investigação
A suspeita de quadrilha traficando pessoas na cidade ainda é tratada com cautela pela polícia. Apesar da denúncia com riqueza de detalhes contada pela vítima e a família, para a delegada responsável pela ocorrência, as informações repassadas à polícia estão meio desencontradas, mas ela informou que as investigações já começaram.
“A cidadã apareceu hoje pela manhã debilitada, a seccional e a delegacia da mulher estão trabalhando em conjunto nesta situação, temos uma série de informações. Infelizmente, a própria vítima não consegue, não tem condições físicas de falar, as informações ainda estão sendo muito desencontradas”, afirmou a delegada Márcia Rabelo.
Nos últimos meses, não foi registrado nenhum Boletim de Ocorrência de jovens desaparecidas e não existem testemunhas do caso. A vítima passará por exame de corpo de delito, porém aparentemente não estava com hematoma de agressão.
(DOL, com informações da Sucursal/Santarém)
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