A paciente Rosi Mary Nogueira, de 62 anos, está há nove dias internada no Pronto-Socorro da 14 de Março à espera de leito. Portadora de cirrose hepática, Rosi Mary tenta remoção para a Santa Casa de Misericórdia ou para o Hospital João de Barros Barreto desde o último dia 16, quando foi cadastrada na Central de Leitos.
A família está desesperada porque o quadro de saúde da paciente se agrava a cada dia. Esta semana, ela entrou no pré-coma e precisa de cuidados especiais de um hospital. Segundo a filha da paciente, Ana Cristina Palmeira, a mãe necessita urgentemente de um transplante de fígado, mas está há três anos na lista de espera. Ana Cristina conta que tem ido diariamente na Santa Casa à procura de vaga para internar a mãe, mas a resposta é sempre negativa. No Hospital Barros Barreto, a informação é que não há previsão de leito desocupado.
Ontem, a família resolveu procurar o Ministério Público para pedir ajuda. Para piorar a situação, a família afirma que as condições estruturais da enfermaria onde Rosi Mary está são as piores possíveis. “O local não tem ar condicionado, a lâmpada não funciona e até água para beber tivemos que fazer coleta para comprar porque a do PSM tinha acabado”, denuncia Ana Cristina.
Ela relata que até mesmo itens básicos, como material de limpeza, têm faltado no PSM e as famílias dos acompanhantes é quem têm comprado para limpar o banheiro da enfermaria. Além disso, falta medicamento como plasil, utilizado para conter enjoos. “Até isso tive que ir em casa buscar porque estava em falta. Estamos aqui só na fé, esperando Deus ter misericórdia dos nossos parentes”, se desespera Ana Cristina.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do PSM, mas não obteve retorno.
(Diário do Pará)
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