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Entorno do Mangueirão tem muito mato e buracos

Enquanto os estádios das capitais-sede da Copa do Mundo 2014 deixaram ótimas impressões para o país e o mundo após os jogos do mundial, o Estádio Estadual Jornalista Edgar Augusto Proença, mais conhecido como Mangueirão, mostra uma situação oposta, de com

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Enquanto os estádios das capitais-sede da Copa do Mundo 2014 deixaram ótimas impressões para o país e o mundo após os jogos do mundial, o Estádio Estadual Jornalista Edgar Augusto Proença, mais conhecido como Mangueirão, mostra uma situação oposta, de completo abandono. Buracos e até mesmo crateras no piso do estacionamento, iluminação pública precária e a falta de segurança são algumas das reclamações dos que frequentam a área externa para caminhadas, atividades físicas e aulas de direção.

A reclamação procede: o fato de Belém não ter sido sede da Copa no Brasil não justifica que o entorno do estádio apresente tanto abandono. Se o Mangueirão é palco de grandes eventos e um dos maiores orgulhos paraenses, a sua área externa já não condiz com sua importância e história, dos clássicos do futebol às competições internacionais.

Sem manutenção, que seria responsabilidade do governo do Estado o mato alto toma conta da área externa, principalmente atrás do estádio e laterais, facilitando a ação de assaltantes à luz do dia, que já é área protegida para usuários de drogas.

A realidade incomoda principalmente aquelas pessoas que encontraram no entorno do estádio um espaço público para a prática esportiva. Afinal é uma das únicas opções de área de lazer para quem mora ao longo da avenida Augusto Montenegro e nos bairros próximos.

“Tem muita gente que vem aqui desde cedo para fazer caminhadas ou ginástica ao ar livre, mas evita vir à noite por causa dos assaltos que são conhecidos aqui na região. Aqui era para ser um lugar tranquilo pra gente recorrer para praticar esporte, já que não temos praças por perto como há no centro da cidade. Mas do jeito que está, a gente fica até com medo”, disse a enfermeira Eta Maria de Souza Dias.

A população sente falta de uma ronda policial ou mesmo de um posto fixo da polícia militar para coibir a ação dos assaltantes que, de acordo com relatos de populares, começam a agir assim que o sol sem põe aproveitando o terreno baldio ao lado do Mangueirão, onde há uma obra do Governo do Estado em andamento.

“Sabemos de assaltos todos os dias, muitos aproveitam para se esconder num terreno baldio ao lado”, disse o engenheiro mecânico que corre todos os dias em volta do estádio, Dílson Tavares.

Já José Valdiclei da Silva acusa que a área no entorno é subutilizada já que existe espaço no entorno para implantação de praças com academias ao ar livre. “A gente percebe uma falta de vontade política. O Mangueirão já é uma referência de esporte e lazer. Teríamos mais uma opção segura para lazer”.

Instrutores e alunos de autoescolas também reclamam da atual situação do entorno, principalmente do estado do estacionamento que é utilizado por muitos nas primeiras lições de direção. “Os alunos reclamam a falta de sinalização que está apagada e a quantidade buracos. Isso também prejudica a gente que dá aula, pois os carros sofrem muitas avarias”, disse Jorge Carlos da Silva.

Ducirene da Silva, que estava na terceira aula de direção de motocicleta, apresentava certa dificuldade para se equilibrar no veículo de duas rodas. “É difícil para quem ainda não tem segurança na direção aprender aqui nessa área, pois a gente não tem estabilidade e ainda tem que desviar dos buracos”.

O professor Luciano Ferreira lembra que a dificuldade é tanto para o aluno, como para o instrutor. “Eles ficam mais tensos quando chegam para treinar aqui, mas trazemos porque as provas são realizadas aqui no entorno pelo Detran”, disse.

Outro instrutor diz que a categoria também sofre com a insegurança da área. “Muitos de nós saem daqui quando já está escuro e como a iluminação é muito ruim também somos alvos dos assaltantes que atuam no entorno. Sabemos de assaltos todos os dias. Quando escurece a gente até evita ir lá pra trás”, disse, José Cláudio Amorim.

A CULPA É SUA

Em nota a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) esclarece que os problemas no entorno do Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), mais especificamente no estacionamento com entrada pela rodovia Augusto Montenegro, levantados por torcedores e pessoas que transitam regularmente no local, são de seu conhecimento. As obras de recuperação do asfalto no local são de responsabilidade da Seel, e também da Secretaria de Estado de Transportes (Setran) e da Secretaria Estado de Obras Públicas (Seop).

De acordo com o órgão, um dos maiores problemas com o asfalto advém do fato que autoescolas particulares utilizam esse espaço para testes de legislação de trânsito, muitas vezes com a utilização de caminhões e carretas, o que prejudica ainda mais o asfaltamento.
A Seel diz que uma parceria com Setran e Seop, referente ao início das obras, já está encaminhada e está dentro do programa de recuperação do estádio Mangueirão, com obras previstas para serem iniciadas no início do mês de setembro.

(Diário do Pará)

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