A paciente Sara de Souza deu entrada, ontem, na Unidade Materno Infantil da nova Santa Casa de Misericórdia, com princípio de aborto. Após três horas de espera pelo atendimento, a grávida de um mês e duas semanas realizou um exame de ultrassom, que constatou que o coração do bebê não está batendo.
Segundo a sobrinha dela, Ellen Monteiro, Sara estava sangrando há quatro dias e, apesar da constatação do quadro da gestante, a médica obstetra que realizou o atendimento na Santa Casa deu alta para a paciente. A medida desagradou à família, que pediu para que Sara ficasse internada em observação até comprovar o grau de risco para o bebê.
“A médica fez a medicação e disse para a minha tia voltar em 10 dias para nova avaliação. Achamos muito estranho porque, como é que o coração do bebê está parado e ela simplesmente manda a pessoa ir para casa”, reclama Ellen.
Segundo a denunciante, ao avaliar Sara, a médica teria dito é que o sangramento é normal nessa fase da gestação e que a medicação poderia estancar a hemorragia. O DIÁRIO contatou com a assessoria de imprensa da Santa Casa, na noite de ontem, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Em nota, a Santa Casa afirma “que o procedimento foi correto, a paciente apresenta gravidez de cinco para seis semanas, o primeiro ultra-som não é confiável neste período, só a partir de sete semanas é que pode ser confirmada a morte fetal. A equipe médica afirma que a paciente foi orientada corretamente e que ainda há possibilidades de vida do bebê, por isso foi requisitado seu retorno”.
(Diário do Pará)
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