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Idoso morre após cinco dias esperando leito

Após cinco dias de angústia, espera e falta de atendimento adequado, o aposentado Manoel Costa Trindade, de 79 anos, faleceu no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na 14 de Março, na noite desta quinta-feira. O idoso deu entrada no hospital na madruga

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Após cinco dias de angústia, espera e falta de atendimento adequado, o aposentado Manoel Costa Trindade, de 79 anos, faleceu no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na 14 de Março, na noite desta quinta-feira. O idoso deu entrada no hospital na madrugada do último domingo, 27, vomitando sangue. Ele ficou em uma maca no corredor da instituição e só foi encaminhado para um quarto após a família entrar com uma ação no Ministério Público Estadual.

“Ele estava passando muito mal, nós o levamos para o PSM da 14 e quando chegamos lá os médicos disseram que não tinha leito para interná-lo. Meu sogro ficou no corredor do hospital, apenas recebendo soro. Nenhum exame foi feito nele para saber o que realmente ele tinha. Os médicos diziam que ele estava sendo apenas hidratado”, explicou o técnico de manutenção de elevadores, Arildo Ribeiro, genro da vítima.

Revoltados com a falta de leito, os familiares procuraram o Ministério Público do Estado, e entraram com uma ação contra a Secretaria de Saúde Municipal (Sesma), pedindo que o aposentado fosse transferido para um quarto. “Demos entrada no MPE na segunda-feira (28), pois não aguentávamos mais vê-lo no corredor do pronto-socorro. Ele estava muito debilitado, e até o momento não tinha sido encaminhado para um quarto. Ele ainda estava na maca”, contou Arildo.

Leito

A família conta, que após entrar com o recurso, o paciente foi transferido para o leito. Na quarta-feira (30), quando o aposentado foi para o quarto, as supostas negligências por parte do hospital continuaram acontecendo. “Mesmo ele no leito, não foram feitos exames e nenhum outro procedimento além do soro. Isso não pode. Os médicos apenas diziam que ele estava sendo hidratado com soro, e que no hospital não tinha nenhum especialista para atendê-lo”.

Às 23h03 de quinta-feira (31), o aposentado não resistiu e foi a óbito. “Ele estava agonizando, quando o médico que de plantão foi ver como ele estava. O médico disse que o meu sogro tinha que ir para o CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva) com urgência. Mas, o responsável pelo CTI falou que não havia vaga para colocá-lo. Nós começamos e questionar os médicos, mas não teve jeito, às 22h30 ele começou a agonizar, e às 23h03 de ontem (quinta-feira) ele faleceu”, lamentou Arildo, bastante emocionado.

A família disse que vai entrar com outro recurso no MPE, para cobrar justiça no caso. Até o fechamento desta edição, o DIÁRIO não obteve resposta da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

(Diário do Pará)

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