A União de Estudantes de Marabá (Unemar) quer meia-passagem para estudantes no táxi-lotação ou então o fim do serviço em Marabá, mas a associação que representa a categoria não concorda com a mudança. Pela proposta da Unemar, seriam estipulados horários específicos durante os quais os estudantes poderiam transitar no táxi-lotação sem pagar passagem.
Segundo Rogério Souza Soares, presidente da Associação de Táxi-Lotação de Marabá, trata-se de um problema de limitação. O transporte, segundo ele, só oferece quatro vagas disponíveis, de modo que, se atender a gratuidade, os trabalhadores não terão condições financeiras sequer de colocar combustível nos veículos. “Não é falta de vontade, é condição que não existe para isso”, resume.
Ainda segundo ele, já existe uma proposta dos taxistas de lotação para que a prefeitura abra concessão para eles trabalharem com vans ou micro-ônibus, com ar-condicionado e todas as possibilidades de ofertar cotas de gratuidade.
Todavia, o projeto não andou porque existe o outro lado da moeda: as empresas de ônibus que ficariam prejudicadas, pois já se sentem nessa situação pelos 73 táxis-lotação que atuam em Marabá, mas Rogério discorda: “Se fizermos as contas, veremos que 73 táxis lotação equivalem a quatro ônibus lotados. Se uma empresa quebrar por causa de quatro ônibus, essa empresa já está quebrada”.
Fundo
Além disso, continua Rogério, o serviço de táxi-lotação dá uma contribuição mensal de R$ 4.500, que vai para um fundo municipal de apoio aos idosos. Ou seja, na visão deles, isso é uma forma de contribuir com uma parcela da sociedade, já que eles não podem dar gratuidade.
Quando o assunto é o fim do táxi-lotação, Rogério afirma: “Temos que pedir para aumentar o tamanho do carro e melhorar o transporte de passageiros, porque assim vamos poder dar gratuidade. Não se pode pedir para acabar com o emprego de 200 pais de família”.
Por outro lado, Ronaldo Orquiza, presidente da Unemar, entende que os taxistas que fazem serviço de lotação em Marabá têm condições, sim, de conceder a meia-passagem para os estudantes. Caso persistam em não atender ao pedido da Unemar, ele afirma que vai denunciar o serviço ao Ministério Público.
(Diário do Pará)
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