Sem saber quando os trabalhadores que atuam no centro comercial de Belém serão retirados das ruas para o Shopping Popular da João Alfredo, integrantes da Comissão dos Ambulantes do Centro Comercial de Belém dizem que esperam por diálogo com a prefeitura.
O remanejamento do cerca de 138 trabalhadores seria feito ontem, 04, mas não ocorreu por conta da falta de estrutura do prédio. Vinculado à comissão, Antônio Duarte disse que no decorrer da reforma do prédio, os próprios trabalhadores informaram sobre as condições impróprias para a utilização do espaço, mas não foram ouvidos. “Uma parte do telhado do prédio chegou a desabar no início da reforma. Agora, uma parte foi isolada e lacrada. Os trabalhadores não foram autorizados a entrar no local para começar a trabalhar”, disse.
Duarte afirmou que um laudo técnico mostrou a vulnerabilidade física do espaço. “A advogada da Secretaria de Economia (Secon) disse informalmente que o prédio estava sem condições de uso. Ela apresentou um laudo técnico do Corpo de Bombeiros, confirmando aquilo que nós já tínhamos avisado anteriormente, que o prédio está condenado”, disse.
O presidente da Comissão dos Ambulantes de Belém, Luiz Octávio Brito, disse que os ambulantes mostraram-se pacientes para dialogar com a prefeitura sobre datas de realocação e das exigências para o novo espaço. “Nós vamos esperar uma nova data contanto que eles cumpram com o que foi prometido”, assegurou.
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Em nota, a Secon, informou que a data do remanejamento dos ambulantes para o novo shopping popular e ruas transversais do centro comercial ainda está sob a análise da Prefeitura Municipal de Belém e conta também com a ajuda dos próprios representantes dos trabalhadores informais.
Apesar das contradições a respeito da estrutura do local, a Secon, órgão da prefeitura responsável pela entrega do shopping aos trabalhadores, garante que o prédio estará pronto para recebê-los com toda a segurança e qualidade exigida pela categoria.
Conforme o que foi acordado com a categoria, dos ambulantes que ocupam hoje a rua João Alfredo, 139 passarão a trabalhar dentro o shopping popular, localizado na mesma rua, e o restante, em torno de 140 pessoas, ocupará as transversais do centro comercial de Belém.
(Diário do Pará)
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