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Volta às aulas e aos engarrafamentos

O cenário não era nada parecido com a relativa calmaria observada nas ruas durante o mês de julho. Desde as 6h da manhã de ontem, quando iniciaram as aulas na maioria das escolas, o trânsito já fluía mais ‘carregado’ na Região Metropolitana de Belém (RMB)

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O cenário não era nada parecido com a relativa calmaria observada nas ruas durante o mês de julho. Desde as 6h da manhã de ontem, quando iniciaram as aulas na maioria das escolas, o trânsito já fluía mais ‘carregado’ na Região Metropolitana de Belém (RMB). Não restrita apenas às ruas, a movimentação intensa que também se repetia nas calçadas tomadas por pais e estudantes deixava claro o retorno às atividades habituais e, consequentemente, aos congestionamentos.

Via das mais movimentadas no período de início e término das aulas, o fluxo de veículos na avenida Nazaré já havia retornado à rotina ainda no início da manhã de segunda-feira. Diferente do período das férias, o fluxo constante de veículos apressados quase não permitia que se encontrasse espaços vazios na pista.

Nas faixas próximas à calçada de um colégio particular, a parada dos carros volta e meia era realizada no meio da rua, mesmo que, logo cedo, ainda se encontrasse espaço para parar rente ao meio fio. Não é preciso esperar muito até o início da disputa de buzinas.
Carro parado no local certo para que os filhos fossem levados com segurança até a entrada do colégio, a mudança no trânsito foi sentida pelo professor de educação física Gilmar Ávila desde a saída de casa até a chegada no local de destino.

“Com certeza a gente sente logo que o trânsito tá mais pesado. Julho é uma maravilha, quem dera que o trânsito de Belém fosse sempre como é no mês de férias”, afirmou, sem esconder a saudade do trânsito mais ameno. “Nesse período o pessoal para em fila dupla, tripla e isso atrapalha não só o trânsito, mas quem também faz o certo. Tem certos motoristas que não respeitam e só aí o estresse no trânsito já aumenta”.

Mesmo aproveitando o período que antecede o de maior congestionamento, a advogada Silvana Matos também não esconde a preferência pelos dias em que a quantidade de veículos na rua era bem menor. “Antes (nas férias) a gente saía e a rua estava livre. Dá uma certa saudade”, sorri. “O trânsito de Belém nunca tá muito tranquilo, mas a gente sente a diferença de agora pro período das férias. Sente a diferença mesmo, o trânsito fica mais pesado”.

TRÁFEGO

Quanto mais o relógio se aproxima de 7h30 da manhã, os problemas pontuados por Gilmar se multiplicam na via larga. Aos poucos, os espaços próximos ao meio fio vão sendo preenchidos pelos que insistem em estacionar, mesmo quando a placa de trânsito autoriza apenas a opção de parar para embarque e desembarque.

Sem conseguir encostar, as portas dos veículos começam a ser abertas na segunda e até terceira faixa da rua para que os passageiros, em sua maioria crianças, possam descer. Não restrito aos carros, as imprudências também são realizadas pelas vans escolares. Parado na diagonal, já passando a faixa de pedestre que regulariza a travessia na frente de um colégio, o veículo ocupa parte de duas faixas da pista enquanto os estudantes desembarcam.

Desconsiderando o agente de trânsito que se mantém no local, há também quem teime em parar o carro parcialmente em cima da faixa de pedestre. Técnico em educação da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Manoel Pinheiro, diz que as primeiras semanas de retorno às aulas costumam ser as mais complicadas no trânsito.

“É um corredor com volume muito intenso, então as primeiras semanas são as mais complicadas porque geralmente os pais querem descer do carro pra deixar os filhos dentro do colégio”, afirma. “A maior parte das infrações é de estacionar em local proibido, parar em fila dupla. Na pressa de deixar o filho no colégio, os pais deixam o filho de qualquer maneira, mas isso além de atrapalhar o trânsito, causa risco pro filho porque na hora que ele tá descendo pode passar uma moto e causar um acidente”.

(Diário do Pará)

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