Familiares de pacientes internados no Hospital Ophir Loyola (HOL) protestam contra demora do HOL de oferecer material para tratamento de imunização. A mãe de Arinelson Fonseca Ferreira, 16 anos, que sofre de uma doença rara na medula cervical, teme que o rapaz fique tetraplégico por conta da demora em receber tratamento. Já o marido de Anália Arruda da Silva, 57 anos, afirma que a esposa não pode fazer cirurgia para se recuperar de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), pois a esposa também espera pela imunização.
Leidiane Monteiro Fonseca, 33 anos, mãe de Arinelson, explica que o rapaz está internado no Ophir Loyola desde o dia seis de fevereiro e que só em julho conseguiu realizar imunização. “Foram cinco meses de espera. Ele melhorou um pouco, mas infelizmente o fluxo de sangue expulsou o material. Agora a gente tá no aguardo que chegue novo material pra ele continuar o tratamento”, fala. O temor de Leidiane é que a espera pelo tratamento seja novamente longa. “A gente vai ter que esperar mais cinco meses? Meu filho não tem tempo, ele já tá com uma parte do corpo paralisado e pode perder todos os movimentos do pescoço pra baixo”, desabafa.
Lucimar Arantes, 59 anos, também aguarda chegada de material para tratamento de imunização de Anália, sua esposa. “Faz dois meses que ela (Anália) tá internada aqui, esperando pra fazer cirurgia, e não dão posição nenhuma pra gente. O AVC que ela teve foi grave e ela já tinha que ter feito esse tratamento”, diz Lucimar. Morando em Redenção, Lucimar afirma que a internação da esposa mudou completamente sua rotina. “Infelizmente a gente vive em função da doença agora. Eu queria que minha esposa já tivesse bem, mas não depende só dos médicos, a burocracia nesse hospital é muito grande”, completa Lucimar.
O Hospital Ophir Loyola informou, em nota, que já está em processo de aquisição do insumo necessário para a embolização da paciente Anália Arruda da Silva.
(Diário do Pará)
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