Os moradores do bairro do Tenoné reclamam da falta de transportes públicos e da eficiência da fiscalização dos ônibus no local. Segundo os populares, os coletivos não têm um horário certo para sair, e de noite só rodam até às 20h, dificultando assim, a locomoção dos usuários que precisam pagar mais caro para chegar ao seu destino.
Após a substituição da empresa de ônibus que atuava anteriormente no bairro, os moradores ficaram prejudicados com a inconstância dos horários dos novos coletivos. “Quando era a outra empresa de ônibus, as coisas funcionavam. Eles estavam velhos, davam prego, mas passavam em horários certos e constantes. Agora, quando passa das 20h não tem nem fiscal aqui no final da linha, temos que e descer do ônibus na Augusto Montenegro, e depois pegar um mototáxi, ou van para chegarmos aqui”, explicou o morador Abdiel Trajano.
Os populares dizem que já acionaram a Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), mas até o momento nenhuma providência foi tomada. “Eu já liguei diversas vezes para falar do problema e ninguém fez nada. Os fiscais da Semob vêm aqui no final da linha, olham, vão embora e não fazem nada. Hoje (ontem) pela manhã eles estavam aqui, e nem um ônibus saiu cedo”, lamentou Trajano.
A moradora Madalena Carvalho reclama da qualidade do serviço oferecido pela atual empresa. “Os motoristas tratam mal as pessoas, dirigem falando no celular e passam a viagem toda com fone de ouvido. Falamos com eles e nem escutam. De manhã a fila aqui é enorme, e no final de semana nem se fala, praticamente não tem ônibus”, contou.
Apesar de o bairro ter com frequência linhas de transportes alternativos, os moradores exigem os ônibus. “Tem muitas vans circulando aqui no bairro, mas temos medo da forma em que eles dirigem. A viagem nas vans são perigosas, tem muitos assaltos, sem falar que em algumas delas não recebem meia passagem, e temos que pagar mais. Queremos uma solução para o problema”, declarou a dona de casa Sônia Farias.
Em nota, a Semob informou que a Prefeitura de Belém cassou a empresa de ônibus que mantinha linhas no Tenoné e novas empresas foram colocadas em caráter de urgência para manter o serviço básico prestado à população. “Estas empresas têm um prazo de 30 dias para começarem a atuar de forma definitiva, inclusive com veículos novos que já estão em fase de vistoria e novas ordens de serviço”, informou.
(Diário do Pará)
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