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Nascem filhotes de onça-pintada em parque da Vale

Um casal de onça, sendo uma pintada e uma preta, se reproduziu no Parque Zoobotânico Vale (PZV), em Parauapebas, sudeste do Pará. Os filhotes, uma fêmea preta e um macho pintado, estão em local reservado onde recebem cuidados especiais dos tratadores. Ess

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Um casal de onça, sendo uma pintada e uma preta, se reproduziu no Parque Zoobotânico Vale (PZV), em Parauapebas, sudeste do Pará. Os filhotes, uma fêmea preta e um macho pintado, estão em local reservado onde recebem cuidados especiais dos tratadores. Essa é a segunda vez que nascem filhotes desta espécie no parque, a primeira foi em 2002. Os pais já vivem no local há três anos desde que foram doados pelo Ibama do Pará.

A onça-pintada consta nas listas estadual (Secretaria de Meio Ambiente do Pará), nacional (Ministério do Meio Ambiente/Ibama) e internacional (The IUCN - International Union for Conservation of Nature) de espécies ameaçadas de extinção e, por isso, há um grande incentivo às iniciativas de reprodução no mundo inteiro. "O nascimento dos filhotes no Parque da Vale aumenta a expectativa de conservação da espécie já que a reprodução de indivíduos pretos (melânicos) é raríssima. Para se ter uma ideia, na natureza a população de onça-preta é estimada em apenas 10%", explica Leandro Maioli, biólogo do Parque.

A onça-pintada é um símbolo da fauna brasileira. O felino vive em regiões quentes e temperadas do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. No Brasil, a espécie é encontrada em todos os biomas.

No PZV, a conservação da biodiversidade, especialmente da fauna, é feita a partir da manutenção de exemplares, preferencialmente da região amazônica. Além da onça-pintada e da preta, o Parque mantém casais de espécies de interesse para conservação e, desta forma, incentiva a reprodução em cativeiro. Atualmente, há um programa com esse objetivo que contempla duas espécies de aves ameaçadas de extinção: a arara-azul-grande e a ararajuba, que no ano passado reproduziu com sucesso.

No caso das aves, no processo de reprodução são formadas as matrizes, ou seja, os casais que irão se reproduzir. As duplas ficam isoladas em um recinto semelhante ao habitat natural, onde é colocado um ninho artificial. "A adaptação é lenta, pois não depende da ação humana. Além disso, outros investimentos foram feitos, como a instalação de uma incubadora para facilitar o desenvolvimento de filhotes", explica André Mourão, veterinário do PZV.

O PZV é aberto à visitação pública todos os dias, das 9h às 15h30. A entrada é gratuita.

(DOL)

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