Alexandre Almeida é advogado e também costuma disputar um lugar no centro comercial da capital para poder estacionar seu veículo próximo ao Tribunal de Justiça e ao Fórum Criminal, no bairro da Cidade Velha. O advogado condena a conduta de alguns guardadores de carro e atribui o problema como um fator social.
“Em Belém as ruas estão tomadas por flanelinhas, e isso é um absurdo. O cidadão tem o direito de ir e vir. Ninguém tem obrigação de pagá-los e alguns exigem uma quantia maior do que podemos pagar. Isso é um problema social, que cabe ao governo, em criar mais empregos”, argumenta o advogado.
De acordo com Ronivaldo Andrade, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Guardadores de Veículos em Estacionamentos Públicos de Belém, os flanelinhas não podem exigir pagamento dos condutores. “Os motoristas não são obrigados a pagar os trabalhadores, mas também os flanelinhas não terão responsabilidades de vigiar e cuidar do carro de ninguém. A rua é pública e o serviço não pode ser cobrado, obrigatoriamente”.
Segundo os trabalhadores, dependendo do lugar de atuação, cada um pode receber em média de R$10 a R$35, por dia, em mais de 8 horas de trabalho e seis dias por semana. O valor de faturamento mensal pode chegar até mil reais. Em Belém, já houve uma cobrança em vagas rotativas de estacionamentos, em alguns pontos da capital. A Zona Azul obrigava os condutores a pagarem o local para prefeitura. Após muita polêmica, a medida foi suspensa.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar