Na semana passada, Antônio Soares da Silva, 49 anos, foi atropelado por um ônibus enquanto tentava atravessar de moto o cruzamento da avenida Almirante Barroso com a travessa Lomas Valentina. O motociclista avançou o sinal vermelho e foi atingido na pista do BRT (Bus Rapid Transit) por um coletivo expresso que fazia linha Icoaraci – Almirante Barroso. Apesar da presença de agentes da Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana) nos principais cruzamentos da Almirante Barroso, muitos não se sentem seguros diante da necessidade de passar pela faixa expressa do BRT.
O ambulante Igor Rocha, 25 anos, trabalha diariamente no canteiro central da avenida Almirante Barroso e afirma que muitos motoristas de ônibus excedem a velocidade na faixa expressa. “Tem uns que até respeitam, mas tem muito ônibus que passa correndo aqui. Essa história de limite de 60 quilômetros por hora não funciona de verdade”, fala. Para Igor, mais medidas preventivas deveriam ser tomadas para evitar novos acidentes. “Tinha que ter agente da Semob em todo canto e melhorar o tempo desses sinais. Mas a imprudência dos motoristas também ajuda a ter acidentes”, opina.
COMEÇAR DE NOVO
O funcionário público Marcos Menezes, 51 anos, usa diariamente as ciclofaixas da avenida Almirante Barroso. Ele tem uma opinião polêmica a respeito das faixas expressas do BRT. “Para mim, tinham que interditar tudo imediatamente até acharem uma solução para tornar isso mais seguro. Os ônibus passam com quase cem por hora e não querem nem saber quem está na frente”, conta. Para Marcos, o risco maior é para os pedestres. “Essa faixa expressa parece que é uma extensão da calçada. Deviam pelo menor pintar a pista da cor do asfalto, porque tem gente que confunde mesmo”, sugere.
VÍTIMAS FATAIS
A assessoria de imprensa da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) informa que foram registrados, em média, 25 acidentes, com quatro vítimas fatais, desde que a faixa expressa do BRT foi inaugurada no fim de janeiro. De acordo com a Semob, os tacógrafos (dispositivos que registram a velocidade máxima no momento do acidente) revelam que nenhum dos ônibus envolvidos estava com excesso de velocidade. “Todos os acidentes ocorridos nos últimos dias tiveram como causa a imprudência dos veículos de passeio, que invadiram a pista expressa”, ressalta a superintendência.
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(Diário do Pará)
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