plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Risco de surgimento da doença no Brasil é baixo

O pesquisador Pedro Vasconcelos fez coro à declaração dada três dias atrás pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que considerou mínimo o risco de entrada do vírus Ebola no Brasil. Esse raciocínio se ampara, sobretudo, no entendimento de que o Brasil não

twitter Google News

O pesquisador Pedro Vasconcelos fez coro à declaração dada três dias atrás pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que considerou mínimo o risco de entrada do vírus Ebola no Brasil. Esse raciocínio se ampara, sobretudo, no entendimento de que o Brasil não mantém relações comerciais expressivas com os países da África Ocidental, também não existe fluxo turístico a ser considerado e que não há entre eles voos internacionais diretos. A única exceção, no caso das relações comerciais, pode ser considerada a Nigéria, onde estão presentes grandes empresas do Brasil, inclusive com a atuação de técnicos e operários brasileiros.

Para o chefe da Seção de Arbovirologia do Evandro Chagas, os fatores listados de fato limitam bastante os riscos de entrada da doença no Brasil. Como, de qualquer forma, a possibilidade não pode ser descartada por completo, o Ministério da Saúde, por medida prudencial, adotou uma série de procedimentos. Para responder à hipótese de alguma ocorrência, há um fluxo para atendimento nos hospitais de referência em cada Estado brasileiro – que é, no caso do Pará, o Hospital Barros Barreto.

Indagado se o Barros Barreto está preparado para fazer esse atendimento, em caso concreto, Pedro Vasconcelos optou por uma resposta extremamente cautelosa. “Para um atendimento básico, inicial, acho que o Barros Barreto tem condições, sim. Mas sobre o assunto quem deve se manifestar é a própria direção do hospital”, acrescentou. Ele fez ainda questão de ressaltar que o tratamento da doença, em hospital, é apenas de suporte. Ou seja, é tão somente para combater os sintomas e para dar alívio ao paciente.

A Ebola é uma doença com alto índice de letalidade – evoluindo para óbitos entre 60% e 90% dos casos – e para a qual não há medicação específica, como há para as pneumonias, por exemplo, com os antibióticos, e mesmo para o vírus HIV, com os antirretrovirais. No caso da Ebola, disse Pedro Vasconcelos, o tratamento consiste tão somente em manter as funções vitais do paciente, de temperatura, de pressão, de respiração, de batimentos cardíacos. Paralelamente, busca-se dar o alívio possível ao doente, combatendo a febre com antitérmicos, as dores com analgésicos, prescrevendo remédios para conter as hemorragias e também para estancar, se possível, os vômitos e as diarreias.

Esses distúrbios constituem o conjunto de sintomas clássicos que caracterizam a doença, cujo contágio se dá pelo contato direto das pessoas sadias com o sangue e fluidos corporais dos doentes como suor, lágrima, fezes e urina. A transmissão do vírus pode se dar também por meio das mucosas, por ferimentos na pele – até mesmo por simples escoriações – e ainda pelas secreções sexuais. Ao contrário de outras doenças hemorrágicas, como a malária e a dengue, a Ebola não é transmitida pela picada de insetos e nem tampouco pelas vias respiratórias, como a gripe.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!