O presidenciável Eduardo Campos (PSB), morto de forma trágica num acidente aéreo na manhã de ontem, era esperado no sábado, 16, em Belém. A agenda na capital paraense incluía visitas a lugares públicos como o Ver-o-Peso e conversas com lideranças locais. Seria a primeira visita de Campos ao Pará, oficialmente em campanha, e a segunda desde que anunciou que disputaria a Presidência da República.
Em abril deste ano, o presidenciável desembarcou em Belém para um evento do PSB em uma viagem que incluiu também uma ida ao Amazonas. “Estamos nos sentindo órfãos”, disse o presidente do PSB do Pará, vereador Ademir Andrade, que lamentou também a morte das outras vítimas do acidente, especialmente do coordenador político da campanha, o ex-deputado Pedro Valadares, com quem Andrade teve convivência mais próxima.
Perplexidade foi a palavra usada pelo deputado estadual Cássio Andrade, também do PSB, para definir o que sentiu ao ser informado da tragédia. “Fizemos muitas viagens juntos. Estou completamente perplexo. Além de ser um grande político, o Eduardo era um pai maravilhoso. A política às vezes afasta as pessoas da família, mas ele era muito presente”, comentou o deputado. Segundo Cássio, os militantes do PSB estavam “empolgadíssimos” com a campanha de Campos à presidência.
Na viagem que fez ao Pará em abril, Campos se reuniu com lideranças empresariais do Estado, participou de uma reunião com militantes do PSB e simpatizantes da campanha e fez também uma visita de cortesia à direção do grupo RBA de Comunicação. Foi recebido pelo diretor geral do grupo, Camilo Centeno, e pelo diretor-presidente do DIÁRIO, Jader Filho.
Sorridente, demonstrou otimismo em relação à campanha e prometeu que o Pará teria atenção especial no programa de governo. “Nós viemos ao Pará para ouvir. Estamos construindo um programa para o Brasil mudar e melhorar. Estamos ouvindo a sociedade para construir um olhar mais generoso de Brasília com o Pará”, disse, à época.
ORIENTAÇÃO
A direção do PSB informou que ontem, o partido cancelou a programação de campanha à espera de orientação da executiva nacional sobre o velório. Embora tenham evitado falar dos rumos do partido a partir da tragédia, o PSB deve se reunir nos próximos dias para definir possíveis substitutos.
O acidente que interrompeu de forma trágica a campanha e a vida do ex-governador de 49 anos, causou comoção nas redes sociais. Políticos de vários partidos demonstraram consternação e fizeram questão de se solidarizar com a família do político.
Candidato do PMDB ao governo do Pará, o ex-prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho suspendeu a agenda de campanha e divulgou vídeo em que classificou Campos como um conciliador. “A mensagem dele será um legado para Pernambuco e para o Brasil”, disse.
O presidente do PC do B do Pará, Jorge Panzera afirmou estar “muito triste”. Independente das diferenças era um grande quadro e homem de esquerda”. O candidato tucano, Simão Jatene também anunciou a suspensão da agenda e usou as redes sociais para comentar o acidente.
(Diário do Pará)
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