Raiana Silva, de 18 anos, desmaiou ontem quatro vezes antes de chegar no final da tarde ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) do Guamá. Com suspeita de gastrite, a jovem sentia muita dor no estômago e precisou ser atendida às pressas pela equipe médica. Apesar da urgência, Raiana não passou da recepção do PSM. Sem macas e sem enfermarias desocupadas, o soro com o medicamento foi aplicado na paciente ainda no pré-atendimento.
A família reclamou do atendimento e solicitou aos enfermeiros um local onde a paciente pudesse se deitar, mas o pedido foi negado devido à super lotação do hospital. “Ela está tomando soro sentado numa cadeira sem a menor condição porque ta muito fraca e pode desmaiar a qualquer momento”, reclamou a tia da paciente, Maria Auxiliadora.
Raiana não foi a única a receber atendimento dessa forma. Idosos como Abelardo Silva, de 65 anos, também tiveram que tomar soro sentado ainda na recepção. Com falta de ar e dores no intestino, o aposentado passou pelo menos três horas sentado em uma cadeira muito embora a família tenha reivindicado a transferência para um local com o mínimo de conforto. “Queríamos pelo menos uma maca, nem que fosse no corredor mesmo. O pior é ele ficar aqui desse jeito. O paciente já chega doente e fica é pior com esse tipo de atendimento” reclama Laura Silva, filha de Abelardo.
A reportagem tentou contato com a Secretaria municipal de Saúde (Sesma), mas não conseguiu.
(Diário do Pará)
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