Os moradores da comunidade Canaã, que foi alvo de uma ação de reintegração de posse, na tarde de ontem (13), afirmam que farão uma denúncia, na manhã de hoje, ao Ministério Público do Estado contra a ação da polícia, que deixou pessoas feridas e 10 manifestantes detidos.
Os moradores da ocupação, localizada na rodovia Mário Covas, em frente ao Conjunto Satélite, acusam a Polícia Militar de fazer uma “retirada particular”, já que a liminar que determinava a reintegração de posse teria sido suspensa pelo juiz Raimundo Chagas Filho, na última segunda-feira (11).
“Não existe esse mandado que a Polícia afirma que veio cumprir. Essa atuação não foi em cumprimento da lei, e sim para atender a um interesse particular do proprietário da empresa. Se ela tivesse sido feito de forma legal, com todos os aparatos da lei, não teria problema algum. Mas a Polícia Militar agiu com violência para atender um interesse particular”, afirmou o líder comunitário Fadi Reis.
Na reintegração de posse ocorrida ontem, houve confrontos entre agentes da Tropa de Choque e moradores da comunidade Canaã. Pedaços de madeira foram utilizados para bloquear as vias da rodovia Mário Covas e impedir a aproximação da polícia.
A Tropa de Choque reagiu à resistência dos moradores com tiros de bala de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta. 10 pessoas foram detidas e encaminhadas à Delegacia de Investigação e Operações Especiais (DIOE).

Morador da comunidade Canaã foi atingido por tiro de bala de borracha durante ação da Polícia. Foto: Cezar Magalhães/DOL
A comunidade está entre a propriedade de um empresário e uma construtora. Segundo a Polícia Militar, a área do empresário estava sendo invadido. Cerca de 50 famílias foram retiradas.
(DOL)
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