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Praças de Belém sofrem com abandono

quinta-feira, 14/08/2014, 11:31 - Atualizado em 14/08/2014, 20:47 - Autor:


Pontos de encontro e pontos turísticos. As praças são muito mais que espaços para reunião pública, mas também podem se constituir em atrativos para a visita de turistas e apresentar opções gratuitas ou a baixo custo aos moradores das cidades.


Essa constatação, no entanto, não parece sensibilizar o poder público em Belém do Pará. Historicamente conhecida e reconhecida pelas suas praças, em especial a da República, o passeio do Boulevard Castilhos França e o grande número de praças projetadas ainda na administração de Antônio Lemos, muitas delas atualmente sofrem com abandono e total descaso.


Na Praça Tancredo Neves, bairro da Marambaia, por exemplo, o que se vê está longe de atrair alguém a permanecer no local. Coberta por mato e lixo, o que um dia foi alternativa de lazer para famílias que residem nas proximidades hoje é motivo de preocupação. Sem segurança e iluminação adequada, em julho deste ano até mesmo trocas de tiros e assassinato foram registrados no lugar.


Já na Praça Felipe Patroni, situada atrás da sede da Prefeitura Municipal de Belém, bairro da Cidade Velha, o cenário de total abandono é semelhante: como o fim do expediente dos órgãos públicos que funcionam nos arredores termina por volta de 16h diariamente, a partir deste horário, a praça fica “deserta”, sendo utilizada por usuários de drogas e assaltantes.



Próxima à Prefeitura de Belém, a praça Felipe Patroni fica deserta à tarde. Assaltantes e usuários de drogas aproveitam a situação para cometerem crimes. Foto: Cezar Magalhães.


Até mesmo a Praça Dom Pedro II, em frente à prefeitura é praticamente impossível permanecer ou passar à noite no local. Aos sábados e domingos, quando o movimento em bares e casas de shows nas proximidades aumenta, vários assaltos são registrados. Próximo dali, a praça do Carmo sofre com problemas semelhantes. A ousadia dos criminosos é tão grande que até mesmo refletores são roubados no local.


Uma das praças com situação mais preocupante talvez seja a da República. Localizada na Presidente Vargas, uma das principais avenidas da capital paraense, o local possui o Theatro da Paz e o Teatro Waldemar Henrique, além de ficar em frente ao Cinema Olympia, o mais antigo ainda em funcionamento no país.



Sentar? Nem pensar. Vários bancos da Praça da República estão destruídos. Parar no local para conversar é praticamente impossível. Foto: Cezar Magalhães.


Com extensa área e longos jardins que a tornam um dos principais pontos turísticos de Belém, o que se vê atualmente são coretos pichados e quebrados, pedras soltas que dificultam o caminhar dos pedestres, banheiros públicos sem condições adequadas de higiene e limpeza, bancos quebrados, mato e lixo tomando conta da paisagem.


Paisagem e caminhar comprometidos: além de deixar o cenário mais feio, as pedras soltas na Praça da República podem provocar acidentes e dificultar o andar de quem passa na área. Foto: Cezar Magalhães.


Os problemas na infraestrutura das praças terminam afastando os frequentadores e causando um panorama de insegurança e insalubridade. Com locais menos movimentados, usuários de drogas e assaltantes terminam se aproveitando dos trechos para cometer seus delitos e pôr em risco quem decide ir aos locais ou ao menos está de passagem nos trechos. O acúmulo de lixo também atrai animais que podem transmitir doenças.


A reportagem do DOL solicitou à Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) informações sobre o andamento de reformas e planos de revitalização em parte das praças em Belém e aguarda posicionamento.


Veja a galeria de fotos que mostram a situação precária de praças em Belém


(Enderson Oliveira/DOL)


>> Leia Mais: Prefeitura diz que praças devem ser revitalizadas

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