Ainda que não haja um monumento específico, a influência da desvinculação tardia do Pará enquanto parte do território de Portugal é evidenciada todos os dias nas ruas de Belém. Encobertos por azulejos portugueses, os casarões em estilo europeu são a prova diária do contexto histórico que envolveu a Adesão do Pará à Independência do Brasil. A data é comemorada hoje, mas pouco lembrada pelos próprios paraenses.
Assinada pelos então governantes do Pará no palácio Lauro Sodré, a adesão do Estado à independência aconteceu quase um ano após o grito de independência do Brasil, ocorrido em sete de setembro de 1822.
De acordo o historiador Anderson Lima, a independência tardia foi influenciada pelo fato de o Pará, enquanto colônia, ter uma relação muito mais estreita com Portugal do que com o próprio Sul do Brasil. “Haviam duas colônias: a província do Grão Pará e Maranhão e a Província do Brasil. E o nosso vínculo era muito mais próximo com Portugal. Os casarões em estilo europeu dos bairros da Cidade Velha e Campina são a prova desse contexto”, explica, ao se referir à forte presença da cultura europeia na arquitetura da capital do Estado. “A grande maioria dos paraenses não entende o contexto histórico do feriado e, por isso, acabam tendo a consciência coletiva da independência no dia 07 de setembro”.
Em meio ao conflito de interesses, a independência esteve longe de acontecer de forma pacífica. A então província do Pará e Maranhão se manteve colônia de Portugal por onze meses após o Brasil já ter se desvinculado oficialmente.
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(Diário do Pará)
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