Familiares de bebês com hidrocefalia, internados na Santa Casa de Misericórdia do Pará reclamam da demora do hospital no tratamento das crianças. O problema estaria sendo causado pela falta da válvula utilizada pelos médicos para drenar a água das cabeças dos bebês. O filho recém-nascido de Lisandra Silva é uma das crianças portadoras da doença. Há 15 dias a família aguarda a chegada do aparelho para dar prosseguimento ao tratamento da criança, que se recupera de uma cirurgia de miningocele (anormarlidade congênita que afeta a coluna vertebral do bebê).
“Depois da cirurgia meu filho desenvolveu a hidrocefalia e a gente fica nessa eterna espera sem saber quando o tratamento vai terminar”, diz a mãe da criança. A informação dada pelo hospital, segundo mães ouvidas pela reportagem, é a de que a válvula já teria sido comprada, mas ainda aguarda liberação. A espera é angustiante para a avó de uma criança de dois meses, que pediu para não ser identificada.
APARELHO
A criança também necessita do aparelho para tratar a hidrocefalia. “O médico disse há 15 dias que ia nos dar uma posição, mas até agora não veio. A gerência do hospital ficou de nos dar uma decisão hoje (ontem), mas devido ao feriado a sala ficou fechada”, reclamou a avó.
Para piorar a situação, a criança sofre de megacolo congênito (intestino grande) que, se não tratado adequadamente, pode levar à morte. Devido ao problema a criança sente dores constantes e não consegue defecar. “Ele vai ter que fazer uma cirurgia, mas os médicos dizem que não há previsão”, diz.
Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, os bebês com hidrocefalia estão sendo atendidos pela equipe multiprofissional do hospital e que o tratamento é minucioso e demorado.
A instituição afirmou ainda, em nota, que ocorreu um atraso na entrega dos equipamentos por parte dos fornecedores e que a situação tem previsão de regularização para o início da próxima semana.
(Diário do Pará)
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