Além da precária infraestrutura, a violência também é uma das reclamações dos moradores. Osvaldo Uchoa diz que as casas de veraneio são alvos contantes de roubos. “Tem um bandido que todos sabem que é, ele entra nas casas que ficam fechadas e leva tudo. Já fomos até a delegacia fazer a denúncia, mas até hoje ele não foi preso”.
A insegurança que ronda os moradores da Ilha é um dos motivos que o aposentado Manoel Trindade colocou sua casa a venda. “Moro em Belém, mas passo meses aqui. Antes, Mosqueiro era muito disputado, mas hoje as pessoas estão vendendo suas casas devido o abandono. Além de ser um lugar que não tem saneamento e pavimentação, a violências aqui tem aumentado bastante. Os bandidos fazem a limpeza nas casas. Já fui assaltado duas vezes dentro de minha casa, na última vez eles levaram quase tudo, e por isso decidi colocar a placa de venda, o que pra mim é uma pena”.
O casal de autônomos Miguel Araújo e Zuleide Silva moram há sete anos na Ilha. Eles reclamam de como atualmente ela tem sido tratada. “Mosqueiro é lindo, tem uma beleza natural incomparável. Mas ela tem sido alvo de muitos descasos. O transporte é precário, o policiamento também. As ruas estão totalmente esburacadas. Moramos na alameda Novas Pereira, no Ariramba, temos medo dos assaltos”, explicou Miguel.
Para o autônomo, as potencialidades das belezas naturais da Ilha deveriam ser usadas para o crescimento do turismo na região. “Nós temos um lugar tão bonito que não é aproveitado pela prefeitura. Mosqueiro era pra ter uma infraestrutura boa, um policiamento mais forte, para que o turismo continuasse mesmo após as férias”, lamentou Osvaldo.
Em nota, a Polícia Militar informou que Mosqueiro conta com o efetivo de um Batalhão PM quesubstituiu o que antes era uma Companhia Independente, com aumento do efetivo e maior capacidade de articulação da ação operacional.
“Importante destacar o apoio da população nas denúncias de ações criminosas (via 181 - Disque denúncia) e no registro de boletins de ocorrências em casos de crimes sofridos a fim de gerar ações e investigações que levarão a identificação e prisões de pessoas e grupos com tem sido constante nas operações da PM na ilha”, completou.
(Diário do Pará)
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