A insegurança de ciclistas de transitar, na faixa exclusiva do BRT Belém, na avenida Almirante Barroso, ao lado de ônibus expressos aumenta em trecho próximo a avenida Júlio César.
Há três meses sem o gradil de proteção, desde o acidente que danificou o equipamento em maio passado, ciclistas circulam aproximadamente vinte metros da pista neste trecho sem nenhuma separação física entre a ciclovia e a faixa dos ônibus.
Os ciclistas são obrigados a pedalar lado a lado com os coletivos que passam na faixa exclusiva com velocidade de até 60km/h. Mais vulneráveis a quedas e a acidentes, os ciclistas precisam redobrar a atenção no trecho.
“Qualquer vacilo pode ser fatal já que a gente não tem nada pra nos amparar. O problema maior é quando passam dois ônibus em sentidos opostos e o vácuo no meio nos desequilibra. Muito perigoso andar aqui sem proteção”, afirma o entregador de jornal, Amilton Nascimento, que utiliza a ciclovia diariamente para trabalhar.
Evandro Soares, que trabalha fazendo entregas numa panificadora, também se arrisca diariamente na ciclovia da Almirante Barroso. “Os ônibus passam muito perto da gente. Já achamos arriscado com a proteção, que aparentemente é muito frágil, piora sem. Ainda mais que esses ônibus passam ‘voando’”, declara.
SEGURANÇA
O entregador de jornal sente falta da época em que o canteiro central era exclusivo dos ciclistas e alega que aquele modelo era mais seguro às pessoas que se deslocam pela cidade na bicicleta.
“Além da insegurança, a viagem de bicicleta hoje é mais demorada. Em horário de pico, tem até engarrafamento de bicicleta de tão estreito e limitado que ficou essa área para os ciclistas. Antes eu levava cerca de 10 minutos para atravessar a Almirante, hoje tiro até 30 minutos porque temos que pedalar com mais cautela e atenção”, disse Amilton.
O soldador Paulo Santos, que também utiliza a ciclovia para se deslocar, afirma que o trecho só exige mais atenção. “Tem que ter mais cautela. Se tiver atenção aqui, não tem prejuízo”, sugere.
Na época do acidente que danificou a grade de proteção, a Secretaria de Urbanismo de Belém (Seurb) informou que a fabricação de um novo gradil estava sendo providenciada e que em uma semana a secretaria teria um posicionamento sobre a data de reposição do equipamento, mas até o momento o trecho continua descoberto. A Seurb foi procurada, no último sábado, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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