O clima ficou tenso no final da tarde desta segunda-feira (1º) na sala de espera da Unidade Materno Infantil Almir Gabriel, da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Desde a manhã, grávidas aguardavam atendimento médico e informações no local. Um vídeo filmado por uma delas mostra a acompanhante de uma grávida discutindo com uma enfermeira por conta da falta de médico.
Assista ao vídeo:
Algumas mulheres se queixavam de dores e sangramentos decorrentes da longa espera, como constatou o repórter Toni Gonçalves, da Rádio Clube do Pará, que esteve no local.
A agente comunitária Ana Lucia Alves contou que chegou à maternidade às 9h. Ela veio acompanhando uma grávida de Santo Antônio do Tauá, no nordeste paraense, que só conseguiu atendimento por volta das 18h15. “Muitas grávidas estavam lá o dia todo sem almoçar. Vi muitas que tinham cirurgias marcadas e que precisaram agendar para o outro dia”, relatou.
Segundo a agente comunitária, o caso da grávida que ela acompanhava era de emergência. “Mas todos estavam sendo tratados da mesma forma”, disse. “Os funcionários do hospital só diziam que era para termos calma, que era assim mesmo. Era preciso aguardamos. Isso é um desrespeito com o ser humano”, reclamou.
OUTRO LADO
Procurada pela reportagem, a Santa Casa do Pará informou que atendimento obstétrico de urgência é feito de forma ininterrupta, em plantões de 24 horas todos os dias da semana "e conta com uma equipe multpirofisionais, entre: médicos, enfermeiros, assistentes sociais outros profissionais da área de saúde".
A Santa Casa disse ainda que recebe diariamente muitos pacientes fora do perfil, "acarretando certa demora no atendimento, porém a prioridade é sempre os pacientes mais urgentes".
(DOL com informações de Toni Gonçalves/Rádio Clube)
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