Na próxima quinta-feira (04), trabalhadores da construção civil vão parar as atividades em Belém.
A paralisação é motivada pela falta de acordo entre funcionários das empresas e a patronal. Os trabalhadores reivindicam cesta básica no valor de R$ 150,00 e 19% de reajuste salarial. Já os donos das construtoras ofereceram cesta de R$ 30,00 e reajuste de 6,5%.
"Apesar de uma proposta ainda muito rebaixada, recebemos como uma sinalização muito positiva o fato de, pela primeira vez, eles apresentarem uma proposta de cesta básica. Estamos com uma assembleia decisiva da categoria, convocada para as 10h desta quinta-feira, na sede do nosso sindicato. Até lá, vamos insistir na negociação e faremos todos os esforços pra chegarmos a um acordo, mas só R$ 30,00 não tem nenhuma condição e muito menos um acordo que também não apresente aumento real no nosso salário", enfatiza Francisco de Jesus, o Zé Gotinha, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belém.
Com o impasse, os trabalhadores optaram por cruzar os braços ao longo do dia e também decidir em assembleia se a categoria entrará em greve.
Na segunda-feira (1º), no entanto, uma contraproposta foi apresentada ao Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA): reajuste de 12% para todas as faixas e cesta básica de R$ 110,00. Caso seja aceita, a contraproposta impedirá a realização da greve dos trabalhadores.
(DOL)
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