Com passagem aberta à força logo atrás da parada de ônibus, o terreno localizado ao lado da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias, na avenida Almirante Barroso, gera preocupação entre os que estudam e trabalham no local. Se estendendo até os fundos da Escola, os alunos apontam que não é raro que pessoas utilizem o terreno para pular o muro e praticar roubos dentro do colégio. “É perigoso! A gente fica aqui com medo”, revela a estudante Kaliany Pinheiro.
Estudante do primeiro ano do ensino médio, Kaliany aponta que o medo de ir para o colégio só não é maior porque ela estuda no período da manhã. “Várias vezes já entraram aqui na escola por esse terreno aí. Pulam pra cá e a gente fica com medo porque não sabe o que eles vão fazer”, desabafa. “A gente fica com medo de assaltarem a gente também. Imagina o pessoal que sai à noite”.
Também aluna da escola, a estudante do segundo ano do ensino médio Iara Regina aponta que o local também é usado para consumo de drogas por algumas pessoas. “No início desse ano, dois rapazes entraram na escola por lá pra consumir entorpecente debaixo da arquibancada do colégio. O tempo todo fica gente entrando e saindo daí (do terreno)”, afirma. “A criminalidade é muita aqui e a gente não pode fazer nada. Quando a gente sai 13h isso aí fica perigoso”.
Com medo de se identificarem, funcionários da Escola confirmam as reclamações dos alunos e destacam que a insegurança é sentida até mesmo dentro dos muros do colégio. Segundo um funcionário, durante os finais de semana a situação fica ainda mais complicada. “No final de semana, quando não tem aula fica ainda mais vulnerável aqui. A gente que fica aqui dentro fica preocupado com a nossa própria segurança”, aponta. “No final das férias de julho roubaram cinco portas do colégio. Levaram quatro à noite e uma de dia”.
BRIGA
Já na Escola Estadual Helena Guilhon, no bairro do Satélite, a insegurança preocupa pais e alunos pela ameaça constante de brigas de gangue dentro da instituição. Ainda alvoroçados com a ameaça de invasão do colégio por um grupo de estudantes de uma escola rival que se aproximou na manhã de ontem, os alunos informaram que o problema teria iniciado ainda na última sexta-feira.
“Na sexta à tarde o pessoal da Nagib (Escola Estadual Prof. Nagib Coelho Matni) tentou invadir e na segunda-feira tentaram de novo e hoje tava vindo um monte de alunos da Dilma (Escola Estadual Dilma Madeira Sales Souza), mas como tava passando um carro da polícia, dispersou”, apontou a estudante Amanda de Sá, que apontou um nome fictício com medo de sofrer represálias. “Vira e mexe eles tão fazendo onda aqui. Na segunda-feira foi o maior pânico aqui”, complementou a também estudante, Yara Queiroz.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi procurada pelo DIÁRIO, mas não deu retorno.
(Diário do Pará)
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